Contornos - Educação e Pesquisa: redação científica
Mostrar mensagens com a etiqueta redação científica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta redação científica. Mostrar todas as mensagens

12 fevereiro 2024

Como começar uma revisão bibliográfica ou sistemática

Sabemos que em uma pesquisa acadêmica é necessário realizar uma revisão de literatura sobre o tema que envolve o objeto de pesquisa. Em um artigo sobre as causas do plágio em trabalhos acadêmicos, tratei sobre a importância da pesquisa na construção de um trabalho, ainda que simples, para que “tenhamos o que dizer” nos trabalhos que apresentamos. (Veja em: Plágio em trabalhos e relatórios: é preciso entender o que é pesquisa). No entanto, o que é e como fazer uma pesquisa bibliográfica? Por onde começar e como buscar as bases teóricas de uma pesquisa? E o que é uma revisão sistemática?

Primeiramente é preciso destacar que o processo de pesquisa não é linear, apesar de poder ser sistematizado. Trata-se de um vai e vem na medida em que se lê, experimenta visões e entra em confronto com ideias diversas. A definição do objeto fica mais amadurecida depois de algumas leituras, sendo que parte dessas serão bases para se aprofundar e outras são descartadas ao longo do caminho.

Severino (2007) distingue 3 fases do amadurecimento de um trabalho: (1) a fase da invenção, da descoberta e da formulação de hipóteses; (2) a pesquisa em si, podendo ser experimental, de campo e/ou bibliográfica e (3) a formulação amadurecida com o levantamento de fontes e documentos. Assim, há um percurso de exploração, leitura e amadurecimento da proposta e das percepções do pesquisador-autor, para daí se produzir um trabalho acadêmico.

As pesquisas acadêmicas são também pesquisas bibliográficas, pois sempre retomam as bases do tema a ser tratado. Algumas são apenas bibliográficas e outras e realizam também a pesquisa empírica, com dados construídos em trabalho de campo. De acordo com Severino (2007)

A pesquisa bibliográfica é aquela que se realiza a partir do registro disponível de pesquisas anteriores em documentos impressos como livros, artigos, teses etc. Utiliza-se de dados ou de categorias teóricas já trabalhadas por outros pesquisadores e devidamente registrados. Os textos tornam-se fontes dos temas a serem pesquisados. O pesquisador trabalha a partir das contribuições dos autores dos estudos analíticos constantes nos textos (p.122).

A escolha sobre as fontes da pesquisa bibliográfica vai depender de um conhecimento básico sobre o tema e seus fundamentos, de autores clássicos até os mais atuais. Muitas vezes o/a professor/a orientador/a traz algumas sugestões, mas cabe ao estudante também buscar as bases do tema (se já não o conhecer) em planos de ensino das disciplinas relacionadas e referências de trabalhos estudados. O nível de aprofundamento depende do tipo de pesquisa que está sendo realizada (artigo, TCC, dissertação ou tese).

Já em uma pesquisa bibliográfica sistemática, revisão sistemática ou metapesquisa utiliza de palavras-chave e busca de trabalhos em bases de dados, com recortes e filtros como período de publicação, área de estudos, entre outros. Pode haver diferenças procedimentais em cada uma das nomenclaturas e abordagens conforme os autores, mas basicamente apresentam o uso de palavras-chave para busca em bancos de dados e critérios de exigibilidade , ou seja, o que seja incluído ou não na lista de estudos a serem lidos. Essa busca pode ser realizada tanto em bibliotecas quanto em bases de dados digitais (ver exemplos mais adiante).

A leitura dos estudos de revisão sistemática é guiada por perguntas pré definidas que são feitas para cada estudo, conforme o problema de pesquisa. Por exemplo, em um artigo que foi publicado em 2015, realizei uma pesquisa sistemática sobre o que outros estudos dizem sobre a formação de professores para a gestão democrática na escola. Com as leituras, foram formadas categorias a partir dos achados, que depois foram sistematizadas em anotações e arquivos.

No exemplo, realizamos um levantamento junto ao Banco de Teses e Dissertações Capes das produções referentes aos anos de 2011 e 2012. Observamos que, nesse período, foram defendidas 25 dissertações e 4 teses com os termos gestão democrática da educação, gestão escolar democrática e gestão democrática na escola. A intenção era verificar, inicialmente, através dos resumos, os temas e objetos investigados nas pesquisas, além de seus resultados, buscando compreender as tendências na efetivação da gestão democrática na escola. 
 
Apenas com a leitura dos resumos dessa amostra foi possível perceber que nenhum dos trabalhos abordava a relação entre formação inicial de professores e gestão escolar democrática, o que nos trouxe um dado importante para mais questões de pesquisa e aprofundamento. No trabalho completo é possível ver como trabalhamos com a revisão sistemática para entender os caminhos das pesquisas sobre gestão democrática na escola: A gestão escolar democrática na formação inicial do professor: elementos teóricos para pensar a formação política do professor da educação básica

Algumas bases de dados digitais de material bibliográfico mais comuns no Brasil:
  • SciELO - Brasil - É um portal que reúne acesso aos principais periódicos científicos do país, organizados por temas e áreas de conhecimento.
  • LILACS - bvsalud.org - Um abrangente índice da literatura científica e técnica da América Latina e Caribe.
  • Portal de Periódicos da CAPES - Uma plataforma digital que oferece acesso a uma vasta gama de periódicos científicos, artigos, revistas, e outras fontes de informação acadêmica. Desenvolvido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
  • Catálogo de Teses & Dissertações - CAPES - Trata-se de um repositório de dissertações e teses defendidas em universidades brasileiras s, também desenvolvido pela CAPES.

A biblioteca da UDESC elaborou um material informativo sobre revisão sistemática, um guia para quem quer se aprofundar nessa metodologia de pesquisa. Veja em: https://www.udesc.br/bu/manuais/rsl

Existe outro tipo de pesquisa que pode se confundir com a pesquisa bibliográfica que é a pesquisa documental. Trata-se de uma outra metodologia que envolve práticas próprias. Sobre a pesquisa documental, veja este outro artigo: Pesquisa Documental: utilização e abordagens metodológicas

Enfim, muito se poderia falar sobre pesquisa bibliográfica e sistemática, no entanto, o objetivo aqui é aproximar ou reaproximar as pessoas dos procedimentos de pesquisa acadêmica e mais leituras podem ser necessárias para o aprofundamento da compreensão.


Referência:

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23.ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez, 2007.

13 janeiro 2021

Como elaborar referências de livros eletrônicos (e-books)

Leitor de e-book

Muitas pessoas têm aderido ao uso de leitores de livros eletrônicos (e-book) como Kindle, Kobo e outros. Esses suportes para leitura são visualmente mais adequados do que o celular ou o tablet, entre vários outros benefícios para leitores assíduos.

No entanto, o sistema de paginação de um ebook pode ser muito diferente de um livro impresso ou até mesmo dos arquivos de texto mais comuns. Como o texto é flexível, pode ser aumentado, diminuído, fontes e espaçamentos diferentes podem ser configurados, assim, não há páginas fixas. Em geral, os e-books utilizam a unidade posição para marcar o local do livro. 

De acordo com Ferreira (2013), cada posição representa um grupo de 128 bytes de dados, o equivalente a aproximadamente 128 letras. Em algumas edições, há uma opção de verificar a correspondência com a página da edição impressa, porém, nem todos os livros eletrônicos têm uma versão impressa e nenhum deles deveria ser considerado o mais correto, uma vez que são suportes diferentes para o mesmo conteúdo.

A ABNT, na NBR 6023 (2018), ainda que tenha sido atualizada recentemente, ainda não cita os e-books de forma clara. Os trechos que mencionam a indicação de páginas são genéricos sobre o que fazer em casos não previstos, como e-books sem paginação convencional. No entanto, a partir das indicações, podemos construir um formato.

8.7.3 Documento em meio eletrônico
Recomenda-se indicar o tipo de suporte ou meio eletrônico em que o documento está disponível. Para redes sociais, especificar o nome da rede e o perfil ou página acessados, separados por dois pontos. Para os demais documentos, seguir o descrito em 8.7.1. (ABNT, 2018, p. 54)

No caso de e-books, não haverá uma referência com endereço eletrônico, uma vez que os livros são arquivos localizados na memória do suporte. A referência final é de um livro ou artigo como as publicações impressas, com a indicação de que se trata de uma edição em e-book.

➡ Exemplo: Thomas S. Kuhn, The Structure of Scientific Revolutions, 4ª ed. Chicago e London: The University of Chicago Press, 2012, edição Kindle, cap. IX.

No item sobre as unidades físicas, há mais informações que ajudam a pensar na formação da referência para o formato e-book

8.7.1 Unidades físicas
A quantidade total das unidades físicas referenciadas deve ser registrada na forma indicada no documento, seguida da sua designação específica, abreviada quando possível, e separada por vírgula quando houver mais de uma sequência. Se necessário informar detalhe do documento, indicá-lo entre parênteses. (ABNT, 2018, p. 52)

Assim, se a forma de apresentação do e-book for em "posição", indicar essa unidade na referência (no caso de citação direta, que é quando devemos expor o local específico da citação).

Exemplo:
Resolvi tomar uma media e comprar um pão. Que efeito surpreendente faz a comida no nosso organismo! Eu que antes de comer via o céu, as árvores, aves tudo amarelo, depois que comi, tudo normalizou-se aos meus olhos. (JESUS, 2014, posição 644)

Nas referências finais/completas:

JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo – diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014. Livro eletrônico. 3157 posições.


⚠ Se você estiver escrevendo um texto acadêmico que vai ser apreciado por uma banca, converse com sua orientação e decida se vocês irão utilizar as edições em livro eletrônico nas citações ou se seria o caso de verificar a paginação em um livro físico. Isso pois os e-books podem não ser familiares a todas as pessoas envolvidas, embora seja um suporte tão legítimo para o conteúdo quanto um livro físico.

Compartilhe as suas dúvidas e experiências sobre o tema nos comentários. ;)


Referências:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 6023: Informação e documentação: Referências - Elaboração. Rio de Janeiro, 2018. 74 p.

FERREIRA, Cris. Entenda como funciona a contagem de páginas nos ebooks. Vida sem papel, 2013. Disponível em: https://www.vidasempapel.com.br/paginas-nos-ebooks/. Acesso em: 10/01/2021.
 
---


À propósito, este site participa do programa de associados da Amazon, no qual quando você compra a partir de um link aqui do site, recebemos uma pequena contribuição. Assim, se você está procurando um Kindle, considere comprar a partir deste link:

Kindle 11ª Geração (modelo 2022) - https://amzn.to/4eSypLA

Novo Kindle (16 GB - modelo 2024) - https://amzn.to/4eM7vVx


 

02 dezembro 2019

Estratégias de leitura acadêmica - Recurso virtual

A equipe de produção da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) construiu um Recurso Educacional Aberto (REA) sobre estratégias de leitura de textos acadêmicos. A ideia é auxiliar as pessoas a compreender textos, artigos acadêmicos e científicos, por meio da elaboração de uma ficha de leitura


Clique na imagem para ampliar

A respeito das fichas de leitura (ou fichamentos), veja também o artigo Plágio em trabalhos e relatórios: é preciso entender o que é pesquisa


05 janeiro 2019

O que é citar e referenciar?

É comum utilizarmos os termos citar e referenciar em redações e comunicações científicas, porém nem sempre é claro para quem está iniciando o que são essas ações.

De acordo com o Dicionário Priberam, os dois vocábulos são sinônimos de mencionar e referir. No entanto, em pesquisa, de forma prática, consideramos cada palavra para uma ação diferente.

Citar: é transcrever os textos/falas de autores de forma literal ou parafraseada ao longo do texto. (= CITAÇÃO).
Exemplo:
Conforme Dussel (1993, p. 35), “A América não é descoberta como algo que resiste distinta, como o Outro, mas como a matéria onde é projetado o 'si mesmo'.”
Referenciar: é associar a citação aos seus dados de registro (especialmente autor e data). Cada citação demanda duas referências:

1) Ao longo do texto, logo após trecho transcrito/parafraseado, no sistema autor-data. 

Exemplo: (DUSSEL, 1993, p. 35)

2) No final do trabalho, na lista de referências. 

Exemplo: DUSSEL, Enrique. 1492: o encobrimento do outro – a origem do mito da modernidade. Petrópolis: Vozes, 1993.

Veja mais em Citações: para quê servem? Como utilizar e formatar referências no corpo do trabalho

Dúvidas? Escreva nos comentários. ;)

Por: ShellyS Fonte: https://www.flickr.com/photos/shellysblogger/


25 janeiro 2018

[Sugestão de artigo] A pesquisa e sua escrita: questão de estilo e autoria

De Margareth Diniz e Eloisa Helena Santos

Resumo
No presente artigo, abordamos os embaraços, os impasses e os desafios contidos na relação do pesquisador com seu objeto de pesquisa, bem como na relação do(a) orientador(a) com o(a) orientando(a), analisando em que medida as relações conscientes/inconscientes interferem e/ou elucidam os resultados da pesquisa. Nosso interesse no tema tem origem nas dificuldades vivenciadas e observadas em nossa trajetória de pesquisadoras e professoras responsáveis pela orientação de alunos(as) na realização de suas dissertações e teses. Nossa experiência evidencia um lento e trabalhoso processo de escolha do objeto de pesquisa, de desenvolvimento da pesquisa e de produção da escrita que resultará, ou não, no trabalho final de um(a) mestrando(a) ou doutorando(a) ou em um possível artigo a ser divulgado para a comunidade científica. O aporte da psicanálise, do método clínico e da teoria da implicação incide na apresentação e na análise de experiência de desenvolvimento das pesquisas e das escritas de uma tese e de uma dissertação.

Palavras-chave
Impasses na Pesquisa; Estilo e Autoria na Escrita; Relação Orientador(a)-orientando(a)

Referência
DINIZ, Margareth; SANTOS, Eloisa Helena. A pesquisa e sua escrita: questão de estilo e autoria. Trabalho & Educação. Belo Horizonte, v.25, n.1, p. 235-248, jan-abr, 2016.


07 junho 2017

Plágio em trabalhos e relatórios: é preciso entender o que é pesquisa

Nos últimos anos tive a oportunidade de acompanhar vários alunos em processo de pesquisa e percebi que muitos não têm plena consciência de que o que estão fazendo é plágio. É fato que não se pode alegar simples desconhecimento, porém esse equívoco geralmente decorre da falta de preparo sobre o que é o processo de pesquisa. Infelizmente no Brasil não é comum que tenhamos a pesquisa como princípio educativo na educação básica. A maior parte das pessoas vai ter acesso ao que é uma pesquisa só na universidade (o que também foi o meu caso e contribuiu para muitos tropeços). Há iniciativas nesse sentido, inclusive de redes públicas de ensino, porém há um longo caminho de investimento.

Assim, o que temos atualmente é uma grande quantidade de pessoas acostumadas com o sistema de transcrição de trechos de enciclopédias ou revistas para a realização de trabalhos escolares e muitas outras que já nasceram na era digital, mas que seguem o mesmo princípio de transcrição, só que sem nem ao menos escrever. Com a facilidade das buscas por textos em ambientes virtuais, a prática de transcrição agora é reduzida ao famoso copiar e colar. Em muitos casos, as pessoas modificam apenas algumas palavras do texto e a partir daí o tratam como um texto “seu”.

Vejo que instituições de ensino muitas vezes enviam alertas sérios sobre o problema do plágio nos trabalhos (hoje facilmente identificáveis com softwares) mas pouco se dedicam a educar sobre o que é plágio. Talvez não seja algo tão bem entendido como se imagina.

Veja a cartilha produzida por uma comissão especializada em avaliação de autoria da UFF (Universidade Federal Fluminense) com explicação e exemplos de plágio. Atenção para os três tipos: integral, parcial e conceitual. Apenas o primeiro tipo se trata de cópia palavra por palavra. 

cartilha plágio
"Print" da primeira página da cartilha (UFF, 2010)
http://www.noticias.uff.br/arquivos/cartilha-sobre-plagio-academico.pdf

Para entender o que é plágio, é preciso entender: o que é pesquisar? Ao refletir sobre o que consiste o ato de pesquisar, o plágio tende a ficar mais evidente e evitável.

Pesquisar é um processo, não se faz na noite do último dia de prazo. Para ter o que escrever, será necessário ler, realmente conhecer o que foi publicado sobre o tema tratado. Aliás, dificilmente haverá um problema de pesquisa bem definido sem leitura, pois a leitura auxilia na percepção de lacunas que se pode examinar com a pesquisa.

13 fevereiro 2016

Resumos de trabalhos acadêmicos (NBR 6028)

Por definição, resumir é abreviar, sintetizar, condensar, enfim, reduzir a menores proporções. Contudo, metodologicamente, essa atividade não é tão simples quanto parece e requer a observação de alguns pontos. No Brasil, a NBR 6028 (2003) estabelece requisitos para a apresentação de resumos. Entretanto, também há controvérsias. 

Segundo a norma, o resumo deve ressaltar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do documento. Muito importante observar esses quatro momentos do resumo. Como é possível observar, a bibliografia utilizada no trabalho não é recomendada para o resumo, por isso, particularmente indico que autores não sejam mencionados, a não ser que a pesquisa tenha utilizado um autor de forma bastante significativa (geralmente em teses de doutorado).

A norma estabelece que o resumo seja composto de uma sequência de frases concisas, afirmativas e não de enumeração de tópicos. Recomenda que a primeira frase já apresente o tema principal do documento e que se utilize parágrafo único.

A NBR 6028 coloca que “deve-se usar o verbo na voz ativa e na terceira pessoa do singular”, o que é uma grande controvérsia no meio acadêmico. Cientistas de diversas áreas (mas especialmente das Ciências Humanas) defendem a utilização da primeira pessoa do singular ou do plural em textos acadêmicos. Esse tema, entretanto, remete à questões mais profundas sobre a prática da pesquisa e merece maior aprofundamento em outro texto. Contudo, já está bastante disseminado e aceito o uso da primeira pessoa em textos acadêmicos. A minha sugestão é que você converse com o/a orientador/a e utilize o que sentir que seja mais adequado, desde que saiba justificar essa escolha.

Quanto à extensão, a norma assinala de 150 a 500 palavras para resumos de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e outros) e relatórios técnico-cientifícos e de 100 a 250 palavras os de artigos de periódicos, entretanto, a respeito dos artigos de periódicos, atualmente cada periódico tem estabelecido suas normas e formatos para publicação. Assim, o recomendável nesse caso é consultar a norma da revista.

Palavras-chave

A NBR 6028 define palavra-chave como “palavra representativa do conteúdo do documento, escolhida, preferencialmente, em vocabulário controlado”. A respeito do que se chama de vocabulário controlado, a escolha de palavras é livre, porém, se você quer que o seu trabalho seja mais facilmente encontrado na internet e em bibliotecas, especialmente por pesquisadores de sua área e estudantes buscando referências, procure palavras representativas de sua pesquisa dentro da área de enfoque.

Uma forma de conhecer as palavras mais utilizadas na área é observando as palavras-chave de suas referências e das referências de suas referências. Há ferramentas que auxiliam o pesquisador na escolha de palavras com busca por tema, descrição mais ampla do termo, entre outros. Em algumas revistas científicas, exige-se que as palavras estejam de acordo com dicionários de termos específicos da área. Em educação, por exemplo, utiliza-se o Thesaurus Brasileiro da Educação. Para a área da saúde, Descritores em Ciências da Saúde

A palavra-chave não precisa ser só uma palavra, pode ser uma expressão, por exemplo, “administração escolar”, “políticas públicas em educação” e “Programa Nacional Fortalecimento dos Conselhos Escolares”. Observe que, das palavras citadas, a primeira é mais ampla e a última mais específica (um programa específico, que seria foco do trabalho). Assim, também é importante pensar as palavras em ordem do mais abrangente para o mais específico.

*esta e outras postagens são dinâmicas, de tempos em tempos são revisadas e atualizadas por novas experiências e também com o auxílio de leitores. ;)
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028: Informação e documentação - Resumo. Rio de Janeiro, 2003.

Como citar este texto
PEREIRA, Vanessa Souza. Resumos de trabalhos acadêmicos (NBR 6028). Contornos Educação e Pesquisa, Porto Alegre, 2016. Disponível em: <http://www.contornospesquisa.org/2016/02/resumos-de-trabalhos-academicos-nbr-6028.html>. Acesso em: dia/mês/ano.


22 fevereiro 2015

Como conseguir estudar?

Estudar e produzir não é fácil pra ninguém. É claro que tem aqueles com mais facilidade, mas são exceções. É comum ficar adiando o início desse tipo de tarefa e ficar frustrado se não conseguir se aprofundar no tema. Por isso, acabamos deixando essas coisas para a última hora e sofrendo com o prazo perto do fim. No entanto, essa parece ser a única forma de conseguir fazer algo: o pavor dos últimos dias.

Há diversas teorias sobre esse fenômeno que é psicológico e também social. Recomendo duas leituras a respeito: "Uma longa noite aprendendo" e "A ciência por trás da mania de adiar o que precisa ser feito".

Mesmo após essas leituras, é preciso que cada um descubra a sua forma de funcionar. As indicações podem não servir para todos. Por isso, é bom ler e tentar entender como, em geral, isso se dá no cérebro. E a partir daí ver o que pode ser feito na sua rotina e no seu modo de levar a vida que o ajude a se concentrar e estudar melhor.

Pessoalmente, o que mais tem funcionado para mim é a “técnica pomodoro”. Trata-se de delimitar um período de tempo (em geral utilizo 35min) para estudo sem qualquer distração. Durante esse tempo, leio, faço marcações e reescrevo com as minhas palavras trechos do texto que considero importantes. Se alguma passagem é muitíssimo relevante, copio-a por inteiro, com a anotação da página (importante para citar depois, quando for escrever o meu texto). [Sobre esse assunto, veja: Citações literais - uma versão sobre o uso

Para escrever, utilizo a mesma técnica, porém aí já tenho meio caminho andado, uma vez que nas anotações de cada livro/artigo sempre que possível já fui associando as ideias com o texto que pretendia escrever mais adiante. Depois do tempo estabelecido sem distrações, é importante dar-se uma recompensa. Comer/beber algo, ver um vídeo, brincar com o animal de estimação, esfriar a cabeça. Isso é essencial, pois assim damos um reforço positivo para o cérebro, ou seja, ele passa a entender que estudar é bom.

Ultimamente tenho utilizado menos o Facebook e desencorajado meus alunos a utilizá-lo, ainda mais os que estão com planos de prestar vestibular. Se contássemos quantas horas por dia passamos conectados a essa rede social, nos impressionaríamos. Com 2 horas de dedicação, por dia, daria pra aprender um idioma, por exemplo. Porém, passamos esse tempo ou mais em redes sociais (às vezes fazendo coisas úteis, mas, muitas vezes, não). Assim, tenho utilizado mais o Twitter, por ser uma rede social na qual dá para se atualizar rapidamente com o conteúdo.

Seria interessante conhecer que métodos de estudos vocês, leitores/as, tentam desenvolver. Se tiver alguma sugestão, escreva para alguém poder tentar também. ;)


*Esta e outras postagens são dinâmicas, de tempos em tempos são revisadas e atualizadas por novas experiências e também com o auxílio de leitores. ;)


Como citar este texto
PEREIRA, Vanessa Souza. Como conseguir estudar? Contornos Educação e Pesquisa, Porto Alegre, 2015. Disponível em: <http://www.contornospesquisa.org/2015/02/como-conseguir-estudar.html>. Acesso em: dia/mês/ano.


26 fevereiro 2014

Indicações básicas sobre o uso de tabelas e gráficos

Os números “falam” e são frequentemente utilizados como base para análises também nas Ciências Sociais. Contudo, nem mesmo sendo numéricos os dados são absolutos, eles são interpretados pelo pesquisador, que enfatiza as informações e faz as inferências mais relevantes para o seu objeto. Isso significa que uma análise de dados varia conforme os objetivos e paradigmas da pesquisa e do pesquisador. Os mesmos dados, analisados por diferentes pesquisadores em contextos diversos, resultarão em análises distintas. A seguir, algumas recomendações ao se trabalhar com dados quantitativos, lições que fui acumulando ao longo dos anos.

Gráficos e tabelas são ferramentas muito úteis para o trabalho de pesquisa. Um gráfico bem construído e esteticamente agradável pode clarear dados que ficariam confusos em uma tabela ou descritos ao longo do texto. Já as tabelas organizam dados quantitativos e remetem a um total, o que também pode facilitar a demonstração dos dados.

Conforme descrito no post sobre a formatação de tabelas e quadros, as tabelas remetem a dados numéricos ou estatísticos (enquanto os quadros são para dados textuais), ou seja, uma tabela pode vir a se transformar em um gráfico. Dependendo da configuração da tabela e da complexidade dos dados, pode ser melhor transformá-la em um gráfico, para exemplificar de maneira mais didática, principalmente quando se tratam de comparações.
Fonte: Dicionário Priberam

  • Só mostrar ao leitor os números encontrados não é análise, é descrição. Analisar é fazer inferências, ou seja, a partir do dado, problematizar as causas e consequências do fenômeno, por que a distribuição se deu dessa forma, que outros fatores podem estar envolvidos etc. Utilize também referências de outros autores para fundamentar essas inferências.
  • Uma tabela ou gráfico não se explica sozinho. O mais importante é a relatoria do autor e sua interpretação sobre esses dados. Dependendo do que for, nem precisa colocar a tabela no texto, só comentar sobre os dados (apontando de onde vieram). Tabelas e gráficos existem apenas para ilustrar o que você já mencionou no texto.
    Vejamos o exemplo abaixo (Gráfico 01); se apresentássemos os dados desse gráfico em uma tabela, seria bem menos clara a compreensão da proporção de celulares pré-pagos com relação aos pós-pagos. Observe como o gráfico demonstra bem essa diferença.
Gráfico 01

  • Lembre-se que tanto uma tabela quanto um gráfico não podem estar "flutuando" no texto. Além de fazer sentido junto ao contexto, este elemento precisa ser referido e comentado. Tratando-se do gráfico acima, além de mencionar "Conforme dados do Gráfico 01..." ou "No que se refere à distribuição entre planos de telefonia móvel no Brasil (Gráfico 01)...", é interessante também discutir esses dados, e não somente apresentá-los. Discorrer brevemente sobre as possíveis causas e consequências de tal fenômeno (se possível, com alguma referência que corrobore com a sua afirmação/proposição) e levantar questões sobre esses dados enriquece o trabalho, demonstra um bom conhecimento sobre o tema e que você está atento para procurar não cometer generalizações.
  • Ao ler sobre os dados de uma tabela, é desagradável para o leitor ver novamente no texto tudo o que já está escrito na tabela. Portanto, tente interpretar as proporções de uma forma mais interessante. Você pode dizer “um quarto” em vez de 25%, “1 a cada 5” no lugar de 20% ou “quase metade” para 47%.
  • Se você for construir uma tabela, não basta apenas demonstrar os valores absolutos, mas também a porcentagem, que dá uma melhor ideia da distribuição geral.
Exemplo de tabela com frequência e porcentagem.

  • Às vezes podem faltar informações para fazer interpretações sobre os dados. Outras variáveis podem ajudar. Cabe ao pesquisador ter iniciativa para buscar maiores informações dentro e fora do banco de dados que está estudando.
  • Trabalhando com bancos de dados grandes, é possível que você encontre muitas variáveis interessantes, porém é recomendável manter o foco apenas no que esteja diretamente relacionado com os objetivos da sua pesquisa.
Veja também: Formatação de tabelas e quadros

04 dezembro 2013

Como citar um tweet em um trabalho acadêmico?

Além de toda a importância que o Twitter conquistou nos últimos anos no campo informacional, atualmente várias informações chegam lá mais rápido que em outras mídias ou sites. Por isso, faz-se necessário, em muitos casos, utilizar informações geradas no Twitter como referência também em trabalhos acadêmicos. 

No Brasil ainda não há definição da ABNT sobre como um tweet deve ser citado. Contudo, a Modern Language Association criou uma forma padrão de citação para tweets. A citação seguiria o padrão a seguir.

Para pessoas:
Último nome, Primeiro nome (nome de usuário). "Tweet por completo". Data, horário. Tweet.
No caso de organizações:
Nome da organização (nome de usuário). "Tweet por completo". Data, horário. Tweet.
A URL da informação não é necessária, uma vez que dados muito antigos ficam indisponíveis na plataforma. Quanto ao horário, deve-se colocar o horário visto pelo leitor (não é preciso calcular o fuso horário). Deve-se ter a noção, porém, de que esse horário sempre será aproximado e nunca exato, devido às próprias características do Twitter.

Exemplos:


Santomé, Jurjo Torres (JurjoTorres). "FAES acapara la mitad de las subvenciones de Cultura destinadas a las fundaciones de los partidos políticos" 13/12/2013, 13:06. Tweet.


Creative Commons (creativecommons). "In case you missed Friday's big news: new CC license suite designed for intergovernmental organizations http://bit.ly/1clj1zX " 09/12/2013, 12:16. Tweet.



Social Biblio (socialbiblio). "#Socialbiblio ¿son los mensajes de correo-e documentos de archivo? Y otra pregunta: ¿quién es el responsable de la gestión del correo-e?" 11/12/13, 13:22. Tweet.


Dependendo do contexto do trabalho, talvez seja necessário colocar uma imagem do tweet (através do recurso print screen). Nesse caso, faça da mensagem destacada/expandida, como nos casos acima, pois dessa forma ficam registradas mais informações.

Caso você utilize a imagem do tweet, não se esqueça do colocar como legenda "Fonte: Twitter ". Veja mais sobre figuras em trabalhos em Como referenciar figuras e imagens.

Fontes:
How Do You Cite a Tweet in an Academic Paper?
How do I cite a tweet?

25 julho 2013

[Sugestão de artigo] Série de textos sobre a construção de um artigo científico

A revista Epidemiologia e Serviços de Saúde publicou uma série de textos sobre comunicação científica, com autoria de Mauricio Gomes Pereira, professor Emérito de Epidemiologia da Universidade de Brasília. Os textos tratam sobre o artigo científico desde sua estrutura, o preparo até a análise de cada seção. É um bom guia para inspirar o processo - que não é simples.
O professor Maurício é médico, com experiência em Saúde Pública e Epidemiologia. Conhecer o autor é muito importante para interpretar o texto, pois as visões sobre a ciência e seus métodos são variadas e dinâmicas (para cada área do conhecimento e até entre cientistas e pesquisadores da mesma área). 
Os artigos estão disponíveis nos links abaixo:

Pereira MG. Estrutura do artigo científico. Epidemiologia e Serviços de Saúde. v.21 n.2 Brasília jun. 2012. 
Pereira MG. Preparo para a redação do artigo científicoEpidemiologia e Serviços de Saúde. v.21 n.3 Brasília set. 2012.
Pereira MG. A introdução de um artigo científico. Epidemiologia e Serviços de Saúde. v.21 n.4 Brasília dez. 2012.
Pereira MG. A seção de método de um artigo científico. Epidemiologia e Serviços de Saúde. v.22 n.1 Brasília mar. 2013.
Pereira MG. A seção de resultados de um artigo científico. Epidemiologia e Serviços de Saúde. v.22 n.2 Brasília, jun.2013.

03 junho 2013

Citações literais - uma versão sobre o uso

Há muito tempo atrás, li um artigo que fazia uma caricatura dos tipos de revisões bibliográficas em teses e dissertações. Mexendo nos meus textos guardados, o encontrei de novo. Quando fiz o TCC e tive que fazer uma dessas, deu pra compreender bem melhor. À propósito, reler um texto é uma coisa ótima de se fazer a qualquer momento, até pra ver como as perspectivas se renovam.

O artigo é de autoria de Alda Judith Alves-Mazzotti, na época professora da Universidade Estácio de Sá (RJ). Destaca, em cada exemplo, uma categoria de um conjunto de coisas que não se devem fazer em uma revisão de literatura. É claro que, para fazer essa crítica, a autora também falou sobre a exigência do referencial teórico, para quê ele serve e suas razões de existir, além de alguns apontamentos sobre a pesquisa científica. O artigo é relativamente curto e bem escrito, vale a pena ler. Porém, por ora, quero destacar um ponto específico que no texto aparece como nota de rodapé e me pareceu uma explicação muito didática. É sobre o uso das citações literais (especialmente as longas/recuadas) na revisão de literatura:

Citações literais devem ser usadas com cautela, uma vez que, por serem extraídas de outro contexto conceitual, raramente se adequam perfeitamente ao fluxo de exposição, além de, através dessa extração, correr-se o risco de desvirtuar o pensamento do autor. É imperioso respeitar a "ecologia conceitual", indicando a que tipo de situação, preocupações e condições a afirmação se refere. Consideramos que citações literais se justificam por três situações básicas:
(a) quando o autor citado foi tão feliz e acurado em sua formulação da questão que qualquer tentativa de parafraseá-la seria empobrecedora; 
(b) quando sua posição em relação ao tema é, além de relevante, tão idiossincrática, tão original, que o pesquisador julga conveniente expressá-la nas palavras do próprio autor, para afastar a dúvida de que a paráfrase pudesse ter traído o pensamento do autor e
(c) quando, no que se refere a autores cujas ideias tiveram considerável impacto em uma dada área, se quer demonstrar que a ambiguidade de suas formulações ou ainda a inconsistência entre definições dos mesmos conceitos, quando se considera a totalidade de sua obra, foram responsáveis pela diversidade de interpretações dadas a essas afirmações (o conceito de narcisismo em Freud e o conceito de paradigma em Kuhn são exemplos desse tipo de ambiguidade) (ALVES-MAZZOTTI, 2006, p. 38)

Por isso, pode-se dizer que uma citação literal deve ser utilizada somente quando há uma justificativa plausível para você não estar escrevendo com as suas palavras. É bom ter em mente que as citações literais não devem ser usadas indiscriminadamente ou porque "tem que ter". Elas têm uma função e podem mais atrapalhar do que ajudar, se em demasia. O melhor sempre é interpretar a ideia do autor e reescrevê-la com as suas palavras, tornando o seu texto original e relevante. 

Referência
ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith. A revisão da bibliografia” em teses e dissertações: meus tipos inesquecíveis – o retorno, In: BIANCHETTI, Lucídio; MACHADO, Ana Maria Netto (Orgs.) A bússola do escrever – desafios e estratégias na orientação de teses e dissertações. 2 ed. Florianópolis/São Paulo: Editora da UFSC/Cortez Editora, 2006. p. 25-41.

19 janeiro 2013

Comentários sobre a NBR 6024 - Numeração Progressiva - Títulos e alíneas

Publicada em maio de 2003, a NBR 6024 - Numeração progressiva das seções de um documento escrito estabelece um sistema de numeração da seções que facilite o entendimento da sequência do conteúdo e estruturação da ideias. Apesar de parecer bastante simples, há vários itens e é nesse documento que se fixam parâmetros também sobre as possibilidades de divisão estrutural do texto.
São basicamente 10 itens:

1) a numeração deve ser feita com algarismos arábicos;
2) o algarismo (chamado de indicativo de seção) e o título são alinhados à esquerda;
3) o texto deve ser dividido somente até a a seção quinária, ou seja, a subdivisão máxima seria, por exemplo 1.1.1.1.1;
4) os algarismos, além de arábicos, devem ser números inteiros a partir de 1;
5) o autor deve determinar a forma como o texto será dividido,  podendo ser de seção primária até seção quinária, na sequência do assunto.

Fonte: ABNT - NBR 6024 p. 2.

6) entre o algarismo e o título a única separação é um espaço, sem ponto, hifen ou travessão;
7) Muito importante:
Destacam-se gradativamente os títulos das seções utilizando os recursos de negrito, itálico ou grifo e redondo, caixa alta ou versal e outro. Os títulos das seções (primárias, secundárias etc.) deve ser colocado após sua numeração, dele separado por um espaço. O texto deve iniciar-se em outra linha. Todas as seções devem conter um texto relacionado a elas. (ABNT, 2003, p. 2)
Na minha interpretação, a ABNT não fixa qual a ordem dos tipos de destaques às seções, portanto, utilizo a mesma forma de alguns manuais. (Veja também: ABNT em linhas gerais - formatação básica e Manuais ABNT)
Exemplos de apresentação de título:

1 SEÇÃO PRIMÁRIA - TODO EM NEGRITO E LETRAS MAIÚSCULAS
1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA - MAIÚSCULAS SIMPLES
1.1.1 Seção Terciária - Todo em negrito caixa baixa
1.1.1 Seção  Quaternária  - Em negrito e itálico
1.1.1.1  Seção Quinária  - Todo em itálico

Entre a seção primária e a secundária deve haver texto, obrigatoriamente. Isso significa que é preciso ao menos uma apresentação da seção e a razão da divisão em subtópicos. Além disso, não poder existir no texto uma subdivisão em 1.1 se não há o "1.2". Caso isso aconteça, é preciso repensar a estruturação do texto. 

Por exemplo:
1 TÍTULO MAIS ABRANGENTE
Aqui vai o texto propriamente dito. Caso não tenha muito a acrescentar neste momento, tente estruturar a apresentação em início-meio-fim, respeitando as subdivisões posteriores. Esse texto deve ser preferecialmente redigido após a conclusão da redação das subdivisões.
1.1 TÍTULO SEÇÃO SECUNDÁRIA - MAIS ESPECÍFICO
O texto. Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Suspendisse interdum varius rhoncus. In aliquet dignissim justo, eu pulvinar ante vulputate sit amet. Fusce urna tortor, dapibus in convallis nec, fermentum id tortor. Suspendisse id erat massa. Ut ac odio diam. Vivamus pretium nisi in purus volutpat fringilla vitae ut ipsum. Suspendisse viverra aliquam sem, at molestie odio dictum vitae. Curabitur nec dapibus urna. Aliquam condimentum commodo magna et auctor. Phasellus dignissim dictum tellus non rhoncus. Nullam mattis ornare nunc, vitae vehicula lorem ultrices sit amet. (...)
1.2 SEGUNDO TÍTULO DA SEÇÃO SECUNDÁRIA SUBJACENTE AO TÍTULO 1
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Suspendisse interdum varius rhoncus. In aliquet dignissim justo, eu pulvinar ante vulputate sit amet. Fusce urna tortor, dapibus in convallis nec, fermentum id tortor. Suspendisse id erat massa. Ut ac odio diam. Vivamus pretium nisi in purus volutpat fringilla vitae ut ipsum. Suspendisse viverra aliquam sem, at molestie odio dictum vitae. Curabitur nec dapibus urna. Aliquam condimentum commodo magna et auctor. Phasellus dignissim dictum tellus non rhoncus. 
(...)


8) Quando for necessário enumerar assuntos no texto e você não quiser dividir em subseções, deve-se dispor as informações em alíneasAlíneas são subdivisões no texto, designadas por a), b), c) ou tópicos. Exemplo:
  • lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Quisque tempus viverra orci, quis consectetur turpis congue id. Pellentesque nec nibh laoreet nisi fermentum ullamcorper dapibus at ante. Suspendisse nunc ipsum, feugiat ac laoreet et, scelerisque sed nibh. Maecenas risus dui, gravida ut pellentesque id, pharetra quis metus. Sed id elementum velit. Nullam laoreet porttitor tincidunt;
  • phasellus faucibus dapibus erat, in facilisis dolor lobortis nec. Nullam faucibus iaculis neque, aliquam malesuada magna fermentum a. Nulla facilisi. Donec ultricies dolor ut justo tempor laoreet. In hac habitasse platea dictumst. Mauris justo diam, varius at dapibus ut, posuere vel sem;
  • suspendisse tincidunt gravida vehicula. Nam gravida neque et lorem ornare vitae pulvinar lacus congue. Vivamus venenatis, arcu sit amet varius elementum, nisi ante rhoncus massa, sed pretium erat turpis eu nulla. Nunc sollicitudin bibendum arcu;
  • vestibulum quis tortor quis augue ultrices dapibus. Proin vitae libero dolor. Cras eros nibh, tempor eu accumsan in, varius aliquet magna. Nam in justo non tortor pharetra lobortis vel a mauris. Ut libero metus, placerat ac blandit ut, varius id nunc. 

Nota-se que são subdivisões em menor escala que as seções do texto. Se você irá ou não utilizar alíneas, depende da estrutura do seu texto. Considerando que as alíneas constituem uma lista, o texto de cada item inicia com letra minúscula e termina em ponto-e-vírgula, exceto a última, que termina em ponto.

9) Se a estrutura do texto e exposição da ideia exigir, a alínea pode ser subdividida em subalíneas, as quais devem começar com um hífen (diferentemente da alínea principal, que inicia com letra ou ponto). Exemplo:

  • lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Quisque tempus viverra orci, quis consectetur turpis congue id. Pellentesque nec nibh laoreet nisi fermentum ullamcorper dapibus at ante. 
  • Suspendisse nunc ipsum, feugiat ac laoreet et, scelerisque sed nibh. Maecenas risus dui, gravida ut pellentesque id, pharetra quis metus. Sed id elementum velit. Nullam laoreet porttitor tincidunt;
  • phasellus faucibus dapibus erat, in facilisis dolor lobortis nec. Nullam faucibus iaculis neque, aliquam malesuada magna fermentum a. Nulla facilisi. Donec ultricies dolor ut justo tempor laoreet. In hac habitasse platea dictumst. Mauris justo diam, varius at dapibus ut, posuere vel sem;
  • suspendisse tincidunt gravida vehicula. Nam gravida neque et lorem ornare vitae pulvinar lacus congue. Vivamus venenatis, arcu sit amet varius elementum, nisi ante rhoncus massa, sed pretium erat turpis eu nulla. Nunc sollicitudin bibendum arcu;

10) No momento que você utiliza indicativos de seção, é possível mencioná-los ao longo do texto retomando apenas no número do capítulo. Em outras palavras, se você estiver no capítulo nº 6 e quiser retomar uma ideia anterior, pode mencionar "conforme disposto na seção 2.2 ..." ou "ver seção 1.4".

Como podemos notar, a norma sobre numeração progressiva não trata somente da divisão do texto em capítulos, mas da disposição das ideias de forma mais clara, com atenção à estrutura do texto. ;)

Referência
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6024: Informação e documentação -Numeração progressiva das seções de um documento escrito. Rio de Janeiro, 2003.

Como citar este texto
PEREIRA, Vanessa Souza. Comentários sobre a NBR 6024 - Numeração Progressiva - Títulos e alíneas. Contornos Educação e Pesquisa, Porto Alegre, 2013. Disponível em: <http://www.contornospesquisa.org/2013/01/comentarios-sobre-nbr-6024-numeracao.html>. Acesso em: dia/mês/ano.


24 setembro 2012

Citações: para quê servem? Como utilizar e formatar referências no corpo do trabalho.


Dando continuidade à sequência de posts com o conteúdo do guia de normatização que construí junto com outro professor (clique aqui para ver o primeiro post da série), o texto de hoje se refere às formas de se fazer citações em trabalhos acadêmicos. ;)

1  CITAÇÕES

As citações serão bastante utilizadas na parte textual do trabalho (exceto nas conclusões). Elas servem para situar o leitor no contexto teórico do trabalho,  parafraseando ou transcrevendo literalmente o texto da referência. As citações servem também para esclarecimento, sustentação ou ilustração do assunto. É recomendado que a citação siga exatamente as características do original. As citações podem ser diretas ou indiretas.
Logo que você compreender a importância da utilização do referencial teórico no seu estudo, naturalmente buscará formas de inserir no seu trabalho as ideias dos autores nos quais você se baseia. Para demonstrar que tal autor está presente no seu estudo, provavelmente você precisará descrever suas teorias e apresentá-lo. É aí que as citações aparecem como uma ferramenta importante para a clareza e a credibilidade de trabalho científico.


1.1  Citações diretas

É a transcrição literal do texto ou de parte dele. Pode ser utilizada de duas formas: citação direta com até três linhas ou citação direta longa (com mais de três linhas). Há diversas formas de se indicar a autoria e de qual publicação de trata uma referência, contudo, utilizaremos o sistema autor-data (também recomendado pela ABNT).

19 junho 2012

Conjunções - dicas de uso

Conjunção é uma classe gramatical que funciona basicamente como um meio para relacionar os termos em uma frase ou parágrafo. As mais comuns são as aditivas (quando reforçam e acrescentam argumentos à primeira ideia) e adversativas (quando refutam e confrontam a ideia anterior). Há diversas outras formas de relacionar ideias dentro de uma oração ou parágrafo, enriquecendo o texto e auxiliando no desenvolvimento dos argumentos. Abaixo seguem algumas dicas de conjunções que podem ajudar na construção do seu texto. :)

  • ADITIVAS: e, nem, não só...mas também, não só...como também. 
  • ADVERSATIVAS: mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto. 
  • ALTERNATIVAS: ou...ou, ora...ora, quer...quer, seja...seja, nem...nem, já...já, etc. 
  • CONCLUSIVAS: logo, pois, portanto, por conseguinte, por isso, assim, então. 
  • PROPORCIONAIS: à medida que, quanto mais, ao passo que, à proporção que. 
  • EXPLICATIVAS: que, porque, pois, porquanto. 
  • CAUSAIS: porque, pois, por quanto, como, pois que, por isso que, já que, uma vez que, visto que, visto como, que
  • COMPARATIVAS: que, (mais/menos/maior/menor/melhor/pior) do que, tal qual, tanto quanto, como, assim como, bem como, como se, que nem, tão... quanto, etc.
  • CONCESSIVAS: embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, bem que, se bem que, apesar de que, nem que,em que, que,e, etc.
  • CONDICIONAIS: se, caso, quando, contanto que, salvo se, sem que, dado que, desde que, a menos que, a não ser que, etc.
  • CONSECUTIVAS: que (combinada com uma das palavras tal, tanto, tão ou tamanho, presentes ou latentes na oração anterior), de forma que, de maneira que, de modo que, de sorte que
  • TEMPORAIS: quando, antes que, depois que, até que, logo que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, apenas, mal, que [= desde que], etc.

Veja também: objetivos em um projeto de pesquisa

Fonte: anotações pessoais de estudos de gramáticas

11 abril 2012

Pesquisa Documental: utilização e abordagens metodológicas

A pesquisa documental é um recurso metodológico ainda visto como um complemento à produção de dados na prática de pesquisa social. É comum observarmos a utilização dos documentos nas pesquisas como uma ferramenta para reforçar o entendimento, situando relatos em um contexto histórico ou como um método que possibilita comparações entre as interpretações do observador com documentos relacionados.
Entretanto, Tim May (2004) apresenta outras perspectivas que elevam a pesquisa documental como um método que possui seus próprios méritos e potencialidades ainda pouco reconhecidas.

Por que não há tantos textos dedicados à pesquisa documental como outros métodos mais conhecidos?

May aponta três possíveis respostas para esse fenômeno. Uma é a influência positivista que rejeita a utilização de dados como base para uma pesquisa, considerando-os um “empirismo grosseiro”. Também há a ideia de que a pesquisa documental remeteria à pesquisa histórica, como se estivesse distante das Ciências Sociais (e de outras áreas do conhecimento). Além disso, a pesquisa documental dificilmente é considerada como um método, pois dizer que se utilizará documentos é não dizer nada sobre como eles serão utilizados. Desenvolveremos esse “como utilizar” mais adiante.

Fontes da pesquisa documental: como definir os documentos

John Scott (1990, apud May, 2004) define os documentos, em um sentido geral, como textos escritos, tanto em papel quanto em arquivos de computador, os quais têm o conteúdo como propósito primário. Podem ser considerados para a pesquisa documental: relatórios, estatísticas oficiais, registros governamentais, discursos, conteúdo de mídia de massa, romances, peças, desenhos, mapas, documentos pessoais, diários, fotografias e uma gama de materiais.

25 fevereiro 2012

Elaboração do projeto de pesquisa: a definição do objeto

O primeiro capítulo de Triviños (2001) dedica-se à tarefa de elaboração de um projeto de pesquisa. O que um pesquisador precisa pensar para desenvolver o seu projeto? O autor defende que essa elaboração seria constituída das seguintes etapas:

a) definição do objeto de estudo;
b) opção pelos aspectos metodológicos ou abordagem metodológica do estudo;
c) cronograma de execução;
d) anexos;
e) referências.

Neste primeiro momento, vamos desenvolver um pouco sobre a primeira etapa: a definição do objeto.


A definição do objeto (ou problema de pesquisa) é a etapa na qual o pesquisador irá decidir delimitar o que deseja estudar. Para começar, é essencial que realize uma pesquisa bibliográfica sobre o tema, fazendo uma seleção de materiais em bibliotecas, acervos online e outras fontes (veja mais sobre fontes de referência).

É importante conhecer outros estudos sobre a temática e observar as bases teóricas nas quais estão sustentadas as ideias de cada autor. Assim é bem provável que o pesquisador visualize o potencial de outros ângulos do problema ou a possibilidade de uma nova proposta de abordagem teórico-metodológica para a questão de interesse. Nesse momento, é possível que a primeira ideia de problema tenha sido consideravelmente modificada, pois o autor tende a obter novas propostas de estudo a medida em que aprofunda o seu conhecimento na questão. Entretanto, em um dado momento, é preciso ter o cuidado de delimitar a questão e seguir com o foco nela. 

Nessa etapa, uma aproximação empírica é bastante indicada. A pesquisa exploratória deve constar no projeto, podendo ser apresentada como um ensaio da aproximação que se realizará posteriormente (o trabalho de campo). O trabalho de campo exploratório também auxilia no desenvolvimento de questões, objetivos e abordagens complementares à pesquisa bibliográfica.

Sobre as questões teóricas, Triviños assume que as teorias que escolhemos para sustentar ou refutar uma hipótese ou argumento estão unidas à nossa maneira de apreciar o mundo. Temos concepções gerais da realidade, nossas maneiras de pensar sobre o mundo. Tudo isso está ligado aos argumentos que vamos aceitar como verdadeiros e utilizar na nossa definição e argumentação sobre dado tema. 

Dessa forma, no texto científico, buscamos definir pormenorizadamente cada conceito de uma teoria, com os entendemos e como cabem na problemática. No estudo das referências da temática de interesse, possivelmente o pesquisador encontrará tendências teóricas gerais (positivismo, marxismo, estruturalismo, pós-estruturalismo, estrutural-funcionalismo, etnometodologia...) e teorias específicas (construtivismo genético de Piaget, teoria do discurso de Foulcault, materialismo histórico de Marx etc) as quais irão inspirar o autor na abordagem do problema de pesquisa. 

Além disso, as escolhas teóricas também podem orientar os aspectos metodológicos, pois teoria e método estão ligados no sentido que o paradigma determinará a matiz dos resultados. Dito de outra forma, as teorias "pedem" determinados enfoques práticos do problema. Mas, a partir daqui, estamos falando do que Triviños considera como a segunda etapa da elaboração do projeto, a  abordagem metodológica do estudo, que desenvolveremos mais adiante. :)

Referência:

TRIVIÑOS, Augusto Nibaldo Silva. Cadernos de Pesquisa Ritter dos Reis - vol. IV. Bases Teórico-Metodológicas da Pesquisa Qualitativa em Ciências Sociais. 2ª ed. Porto Alegre: Ritter dos Reis, 2001.

13 fevereiro 2012

A construção dos procedimentos metodológicos em projetos de pesquisa


Os procedimentos metodológicos constituem a fase final de apresentação de um projeto de pesquisa. Após ter esclarecido as facetas do problema, sua fundamentação teórica (em que argumentos irá se sustentar/visões que irá refutar) e revisão bibliográfica (o que outros autores já escreveram sobre o assunto), é hora de demonstrar como o problema será abordado empiricamente. Para tanto, é preciso apresentar como isso será feito na seção dos procedimentos metodológicos.

Para construir a apresentação dos seus procedimentos, pense sobre os seguintes elementos e tente responder às perguntas seguintes:

1. Métodos de investigação: como será estruturado o trabalho? Qual o foco empírico? Ex.: estudo de caso, survey, pesquisação etc.

2. Fontes e acesso aos dados: quem se irá entrevistar/questionar? De que forma? Com qual instrumento? Se os dados são secundários, de onde vêm? Se as fontes forem pessoas, como serão contatadas e abordadas? 
3. Características da amostra: como será feito o delineamento da amostra? Ex.: aleatória, estratificada, por cotas etc. Qual é o público-alvo? [Veja: Exemplos de modelos de amostragem]
4. Coleta/produção de dados: a partir de que técnica se obterão os dados? Ex.: observação, entrevista, questionário, história de vida, pesquisa documental etc. Como será sistematizado o trabalho de campo? No trabalho de campo, as falas serão anotadas/gravadas, filmadas? Como os dados serão organizados? Será utilizado algum software de apoio?
5. Análise dos dados: como os dados serão analisados? Que técnica/perspectiva será utilizada para análise? Por quê? Será utilizado algum software específico para este trabalho? Ex.: NVivo, Atlas.ti, MaxQDA, MSExcel, SPSS etc).
6. Instrumentos de coleta de dados: o que será utilizado para produzir os dados? A entrevista ou o questionário será mais ou menos estruturado? Como o instrumento será distribuído e aplicado?

Descrever claramente como a pesquisa empírica será realizada o auxilia a obter um melhor "controle" sobre o trabalho e demonstra conhecimento sobre o processo de pesquisa, além de reconhecer a responsabilidade do pesquisador para com os dados e sua manipulação.

Fonte: anotações produzidas em aulas da disciplina Projeto de TCC em Sociologia, ministrada pela profª. Cinara Rosenfield em 2011/2 para o curso de Ciências Sociais da UFRGS.

Veja também: 
A construção da metodologia na pesquisa social
Elaboração do projeto de pesquisa: a definição do objeto

07 setembro 2011

Objetivos em um projeto de pesquisa

No momento da elaboração dos objetivos para um projeto de pesquisa, é bastante comum a questão sobre os verbos a serem utilizados. Em primeiro lugar, é importante que dentro dos objetivos específicos, estes sejam listados em uma hierarquia de importância no processo investigativo. Por exemplo: primeiro se busca observar ou reconhecer para depois ordenar, especificar ou relatar e, mais adiante, explicar, analisar, relacionar ou distinguir.

Abaixo seguem alguns verbos que podem auxiliar na organização dos objetivos do projeto:



NÍVEIS
VERBOS
CONHECIMENTO
A apropriação do conhecimento pelo pensamento, seja qual for a concepção dessa apropriação: como definição, percepção clara, apreensão completa, análise, etc.
Apontar
Registrar
Enunciar
Enumerar
Citar
Exemplificar
Marcar
Reconhecer
Repetir
Identificar
Medir
Classificar
Evocar
Nomear
Relacionar
Distinguir
Estabelecer
Inscrever
Ordenar
Definir
Relatar
Expressar
Sublinhar
Calcular
Descrever
Especificar
COMPREENSÃO
Habilidade de exprimir, com precisão de conceitos, identificando-os em situações diversas, demonstrando-os ou explicando-os.
Concluir
Determinar
Estimar
Ilustrar
Interpretar
Predizer
Relatar
Traduzir
Deduzir
Descrever
Explicar
Induzir
Localizar
Preparar
Reorganizar
Transcrever
Demonstrar
Diferenciar
Exprimir
Inferir
Modificar
Prever
Representar
Transformar
Derivar
Discutir
Extrapolar
Interpolar
Narrar
Reafirmar
Revisar
Transmitir
APLICAÇÃO
Habilidade de empregar princípios, regras ou métodos adquiridos na resolução de situações-problema.
Aplicar
Empregar
Ilustrar
Operar
Selecionar
Demonstrar
Estruturar
Inventariar
Interpretar
Usar
Desenvolver
Esboçar
Organizar
Praticar
Dramatizar
Generalizar
Relacionar
Traçar

ANÁLISE
Habilidade de distinguir elementos de uma comunicação, sua inter-relação e estruturação.
Analisar
Comparar
Debater
Discutir
Investigar
Calcular
Criticar
Discriminar
Identificar
Examinar
Combinar
Contrastar
Detectar
Experimentar
Provar
Categorizar
Correlacionar
Diferenciar
Distinguir
Deduzir

SÍNTESE
Habilidade de estruturar um conjunto de conhecimentos pessoais; elaborar planos de uma seqüência de operações; de deduzir relações abstratas, produzindo trabalhos originais.
Comunicar
Originar
Planejar
Organizar
Especificar
Formular
Produzir
Coordenar
Constituir
Conjugar
Compor
Documentar
Criar
Esquematizar
Construir
Escrever
Dirigir
Erigir
Codificar
Propor
AVALIAÇÃO
Habilidade de emitir julgamentos a partir de observações sobre a estrutura do material ou a partir de critérios externos.
Argumentar
Decidir
Medir
Validar
Estimar
Precisar
Valorizar
Comparar
Escolher
Taxar
Contrastar
Julgar
Selecionar