Contornos - Educação e Pesquisa: 2011

Principais artigos

9 de dezembro de 2011

Como construí meu problema de pesquisa de TCC

Estou pensando nessa postagem há muito tempo, mas não é fácil começar. Há mais ou menos 6 meses, comecei a pensar a sério no TCC. Até dizer "esse tema vale a pena"... tem que ter pensado (e de preferência lido) bastante. Eu pensei muito mais do que li, mas, mesmo assim, acho que encontrei.

A primeira coisa que eu pensei foi como a pesquisa seria "operacionalmente", ou seja, qual seriam os procedimentos metodológicos que eu utilizaria. Eu gosto muito de trabalhar com dados em tabelas, interpretar números, fazer gráficos... Aí, indo adiante, pensei que tipo de problema eu poderia investigar com esse tipo de ferramenta. 

E qual é o problema? Bom, eu observei um fenômeno: vi que alguns pesquisadores estavam tendo dificuldades em pensar sobre a metodologia da sua pesquisa cujo campo seria em alguma rede social na internet. Mais concretamente: se um monografando da Comunicação, por exemplo, quer pesquisar sobre as representações sociais do grupo tal no Facebook, como ele faria para coletar, organizar e analisar os dados desse estudo? (supondo que não seja uma pesquisa bibliográfica pura) 

Essa dificuldade que observei era relacionada ao referencial para essas técnicas. Será que as metodologias de pesquisa social na internet são as mesmas do "mundo real"? (=parte do problema) Provavelmente não, porque as características dessas duas dimensões são diferentes. (=parte da hipótese) Mas, como nominar essas duas "dimensões"? (=parte da fundamentação teórica + conceitos) 

Então, eu quero verificar empiricamente quais são as metodologias que os pesquisadores das Ciências Sociais e da Comunicação estão utilizando pra estudar um objeto na internet. Só daí já saem várias questões. O que eu considero como metodologia? (fundamentação teórica) Quem são esses pesquisadores? De que nível? (universo empírico - quantos/quais elementos) Eu vou ter que escolher um objeto único para esse universo de pesquisadores e pesquisa, pois eu não posso abordar todos os tipos de objetos - seria uma discussão imensa para um TCC. Então eu escolhi "interação em redes sociais" - que é um dos temas que mais me interessam na Sociologia.

Nesse ponto, eu tinha parte do problema, do objeto do problema e até uma hipótese. Foi então que comecei a ler algumas pesquisas em redes sociais e notei que grande parte delas problematizava e levantava questões - longe de ter uma resposta - sobre como fazer pesquisa em ambientes virtuais. Outra grande parcela questionava até a nomenclatura para designar essa face da realidade: ciberespaço, espaço virtual, web, web 2.0...? Eu também quero fazer essa discussão, trazendo vários outros autores e o que eu observar na minha pesquisa empírica.

O recorte da pesquisa empírica que eu penso ser o melhor para abordar isso, no momento, são teses e dissertações de universidades brasileiras (recorte na origem dos dados) defendidas de 2005 a 2010 (recorte no tempo) disponíveis no Banco de Teses da CAPES (fonte dos dados). No entanto, trabalhar com todas as teses e dissertações seria algo impraticável. Então eu recortei mais a amostra, delimitando nas áreas de Ciências Sociais e Ciências da Comunicação e, dentro destas, só os trabalhos dos programas de pós-graduação melhor avaliados pela CAPES (ou seja, com nota 5 ou mais na avaliação da época).

O que eu fiz, por enquanto, além de um pouco da fundamentação teórica, foi uma pesquisa exploratória, para ver se o meu problema e a minha abordagem empírica sobre ele faziam sentido na prática. Felizmente deu certo, mas já foi muita informação, deixo pra explicar em outro dia. :)

24 de outubro de 2011

Obras livres para download no portal Domínio Público

Algumas vezes já recebi a notícia de que o Domínio Público seria desativado por falta de acessos, mas não sei se a informação é verdadeira. De qualquer forma, é importante apoiar o programa. O conteúdo é bastante rico e livre de problemas com direitos autorais (uso para consumo próprio e sem fins lucrativos). 

Abaixo listo algumas obras importantes de literatura brasileira e estrangeira. Sei que ler na tela do computador não é fácil, mas acredito que só de termos acesso livre a essas obras já é um grande passo. Vale a pena conferir o site todo e fazer pesquisas, pois lá também há arquivos em áudio e vídeo (mais fáceis de acompanhar pela web) e muitas outras obras. Escolhi alguns das minhas preferidas e outras que considero importantes, listadas abaixo. :)


7 de setembro de 2011

Objetivos em um projeto de pesquisa

No momento da elaboração dos objetivos para um projeto de pesquisa, é bastante comum a questão sobre os verbos a serem utilizados. Em primeiro lugar, é importante que dentro dos objetivos específicos, estes sejam listados em uma hierarquia de importância no processo investigativo. Por exemplo: primeiro se busca observar ou reconhecer para depois ordenar, especificar ou relatar e, mais adiante, explicar, analisar, relacionar ou distinguir.

Abaixo seguem alguns verbos que podem auxiliar na organização dos objetivos do projeto:



NÍVEIS
VERBOS
CONHECIMENTO
A apropriação do conhecimento pelo pensamento, seja qual for a concepção dessa apropriação: como definição, percepção clara, apreensão completa, análise, etc.
Apontar
Registrar
Enunciar
Enumerar
Citar
Exemplificar
Marcar
Reconhecer
Repetir
Identificar
Medir
Classificar
Evocar
Nomear
Relacionar
Distinguir
Estabelecer
Inscrever
Ordenar
Definir
Relatar
Expressar
Sublinhar
Calcular
Descrever
Especificar
COMPREENSÃO
Habilidade de exprimir, com precisão de conceitos, identificando-os em situações diversas, demonstrando-os ou explicando-os.
Concluir
Determinar
Estimar
Ilustrar
Interpretar
Predizer
Relatar
Traduzir
Deduzir
Descrever
Explicar
Induzir
Localizar
Preparar
Reorganizar
Transcrever
Demonstrar
Diferenciar
Exprimir
Inferir
Modificar
Prever
Representar
Transformar
Derivar
Discutir
Extrapolar
Interpolar
Narrar
Reafirmar
Revisar
Transmitir
APLICAÇÃO
Habilidade de empregar princípios, regras ou métodos adquiridos na resolução de situações-problema.
Aplicar
Empregar
Ilustrar
Operar
Selecionar
Demonstrar
Estruturar
Inventariar
Interpretar
Usar
Desenvolver
Esboçar
Organizar
Praticar
Dramatizar
Generalizar
Relacionar
Traçar

ANÁLISE
Habilidade de distinguir elementos de uma comunicação, sua inter-relação e estruturação.
Analisar
Comparar
Debater
Discutir
Investigar
Calcular
Criticar
Discriminar
Identificar
Examinar
Combinar
Contrastar
Detectar
Experimentar
Provar
Categorizar
Correlacionar
Diferenciar
Distinguir
Deduzir

SÍNTESE
Habilidade de estruturar um conjunto de conhecimentos pessoais; elaborar planos de uma seqüência de operações; de deduzir relações abstratas, produzindo trabalhos originais.
Comunicar
Originar
Planejar
Organizar
Especificar
Formular
Produzir
Coordenar
Constituir
Conjugar
Compor
Documentar
Criar
Esquematizar
Construir
Escrever
Dirigir
Erigir
Codificar
Propor
AVALIAÇÃO
Habilidade de emitir julgamentos a partir de observações sobre a estrutura do material ou a partir de critérios externos.
Argumentar
Decidir
Medir
Validar
Estimar
Precisar
Valorizar
Comparar
Escolher
Taxar
Contrastar
Julgar
Selecionar

21 de julho de 2011

Formatação de tabelas e quadros

Quais as semelhanças e diferenças entre tabelas e quadros? Qual a utilidade de cada um? Como são formatados? Essas são dúvidas muito comuns e importantes, pois podem comprometer o trabalho.

As tabelas e quadros são elementos importantes em um trabalho pois ilustram os dados de uma forma melhor visualizável que o corpo do texto. Às vezes, relatar os dados ao longo do texto torna-se muito enfadonho e pouco entendível para o leitor, sendo mais adequado o uso de uma tabela ou um quadro para facilitar a leitura dos dados de sua pesquisa.

As tabelas são utilizadas quando os dados a serem demonstrados são numéricos/estatísticos, enquanto os quadros são predominantemente constituídos de dados em forma de texto.

Tanto as tabelas quanto os quadros possuem título e fonte. O título é a identificação do objeto e a fonte indica a referência de onde o elemento foi retirado (no caso de não ter sido elaborado pelo autor do trabalho).

O IBGE define que a formatação das tabelas deve seguir os seguintes parâmetros:

- Centralizada na página;
- Fonte tamanho 10pt (mínimo) a 12pt (máximo);
- Caso a tabela não caiba em uma só página, pode ser dividida, repetindo o cabeçalho;
- Título em negrito e centralizado, acima da tabela;
- Fonte abaixo da tabela, margem alinhada à esquerda (tamanho 10pt)
- Não utiliza-se bordas laterais, apenas acima e abaixo do cabeçalho e abaixo da última linha da tabela, conforme a figura abaixo:

 Fonte: IBGE

Já os quadros, seguem a mesma formatação das tabelas, porém com uma diferença: há bordas nas laterais. O tamanho e alinhamento da letra, além da posição do título e da fonte (referência) são os mesmos da tabela. ;)

Veja também: Indicações básicas sobre o uso de tabelas e gráficos

21 de junho de 2011

Como "conectar" argumentos de autores no texto


Complementando o post Citações: para quê servem? Como utilizar e formatar referências no corpo do trabalho, seguem algumas sugestões sobre a utilização de relações entre o problema de pesquisa e as ideias que constituem o referencial teórico do trabalho.

No momento de utilizar uma citação, seja direta ou indireta, não basta apenas "jogar" o trecho original ao longo do texto, é imprescindível que se faça a relação entre o que está sendo exposto por você, pelo autor em questão ou ainda entre outros autores, demonstrando se suas ideias se complementam, se sucedem ou se confrontam. 

Para realizar essa conexão, utilizamos expressões como:
Conforme...
Segundo...
De acordo com...
Como descrito por...
Como caracteriza...
Na opinião de...
Para...
Afirma...
Na visão de...
Do ponto de vista de...
...exemplifica...
...aponta que...
...coloca que...
...explicita seus pressupostos...
...quando afirma...
...alega que...
...conceitua...
...caracteriza...
...expõe...
...compreende que...
Enquanto estiver realizando leituras preliminares para o trabalho, procure manter o hábito de anotar a referência completa, especialmente as páginas onde estão localizadas as citações que serão posteriormente utilizadas.

Veja também:

31 de maio de 2011

Entrevistas: detalhes importantes para as questões


A entrevista é, basicamente, um método de coleta/produção de dados sonoros/textuais largamente utilizado em várias áreas do conhecimento, especialmente nas Ciências Humanas. As entrevistas são classificadas segundo o grau de estruturação das questões, ou seja, quanto ao grau de abertura de cada pergunta.
O tipo de entrevista a ser escolhida depende do tipo de informação que se busca construir, além do tempo para análise e possibilidade de comparação entre as respostas. Por exemplo, as entrevistas estruturadas buscam um elevado grau de padronização das respostas, sendo mais indicada para pesquisas que necessitem de um grande número de sujeitos. Entretanto, entrevistas menos estruturadas aumentam as possibilidades de captação de aspectos subjetivos que, dependendo do problema de pesquisa, podem ser essenciais.



Alguns pontos importantes para observar

 - Se você pretende obter maior profundidade nas respostas, recomenda-se iniciar a entrevista com questões mais abertas, pois questões fechadas no início da entrevista tendem a influenciar o respondente, incitando-o a dar respostas mais curtas e objetivas. Entretanto, essa dica só vale para o caso das entrevistas semi-estruturadas, as quais podem variar quanto à estruturação das questões.

- Tome cuidado para que as questões estejam definidas com foco no problema de pesquisa. Tenha em mente (melhor ainda: em um roteiro) o que você efetivamente quer saber. Pode parecer bobagem, mas ao escapar do foco, você pode acabar gastando um tempo precioso para outras questões e esgotar o entrevistado antes de chegar ao seu objetivo.

- Ao construir as questões, faça referências para que a pessoa possa organizar o pensamento e estruturar a resposta. Por exemplo, dizer "fale sobre a sua comunidade" gera respostas bem diferentes de "fale um pouco sobre a sua vida na comunidade, o que há de bom e de ruim, como é a infraestrutura, as relações entre os vizinhos, etc."

Lembre-se que você como entrevistador(a) e pesquisador(a) participa da construção das informações junto com o respondente. O modo como você produzirá as questões e abordará os sujeitos influenciará diversos aspectos das respostas. ;)


REFERÊNCIAS

PINTO, Céli Regina J.; GUAZZELLI, Cesar A. B. Ciências Humanas - pesquisa e método. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2008.

TRIVIÑOS, Augusto N. S. Bases Teórico-Metodológicas da Pesquisa Qualitativa em Ciências Sociais: ideias gerais para a elaboração de um projeto de pesquisa. Cadernos de Pesquisa Ritter dos Reis, v. IV. 2ª ed. Porto Alegre: Faculdades Integradas Ritter dos Reis, 2001.

14 de maio de 2011

Estrutura geral de um TCC: elementos textuais, ordenamento e formatação - Um guia básico

Em abril deste ano construí junto com meu amigo Carlos Pagno, professor e orientador metodológico de um curso técnico, um guia para normatização dos trabalhos de conclusão do curso em questão. O guia tinha como objetivo facilitar a vida dos alunos na hora de formatar o trabalho final para conclusão do curso, aproximando-os das normas da ABNT. 

Como este material foi construído com a intenção de criar um padrão de formatação para os trabalhos daquele curso, as normas da ABNT não foram seguidas à risca, no entanto, o conteúdo é muito próximo. Para quem não conhece nada sobre como é a estrutura de um trabalho, como deve ser feita a formatação e precisa de uma luz, vale a pena conferir.

Publicarei os conteúdos em posts distintos, cada um referindo-se a um capítulo do guia. Hoje deixo pra vocês o capítulo sobre a estrutura geral de um trabalho de conclusão de curso, com especificações sobre os elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. ;)


1 ESTRUTURA GERAL DO TRABALHO


A estrutura de um trabalho acadêmico compreende: elementos pré-textuais, os quais que antecedem o texto com informações que ajudam na identificação e utilização do trabalho; elementos textuais, que constituem a parte do trabalho em que é exposta a matéria e elementos pós-textuais, que complementam e fornecem as referências do trabalho.
Observe a estrutura no quadro a seguir:





2 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS


10 de maio de 2011

Libre Office: alternativa gratuita ao Microsoft Office

Desde que comprei o meu primeiro computador, abandonei o Microsoft Office. Não só por questões ideológicas, mas também por ser pouco intuitivo e, na época, inventarem extensões para os arquivos que eram incompatíveis com a própria plataforma MS Office de anos anteriores. Essa foi a gota d'água para que eu fosse buscar uma alternativa pudesse satisfazer as minhas necessidades, que são as de alguém que trabalha massivamente com editores de textos e planilhas.

Foi nessa busca que conheci o BrOffice, que recentemente passou a se chamar Libre Office. Trata-se de um pacote de aplicativos totalmente gratuito e com o código aberto, ou seja, você mesmo pode mexer nas configurações-base do aplicativo, caso entenda de programação. Para o uso pessoal, não é necessário o conhecimento profundo do produto, o que se sabe dos aplicativos do MS Office é perfeitamente adaptável ao Libre Office (com pequenas diferenças, a maioria para melhor). O download e o uso do pacote pode ser feito tanto para fins pessoais quanto profissionais, inclusive em empresas e órgãos governamentais (clique aqui para ler o texto de licença do produto).



A suíte de aplicações possui o editor de textos - Writer, de planilhas - Calc, de apresentações - Impress, de desenho - Draw e de banco de dados - Base. Desde 2008 utilizo somente estes aplicativos em meu trabalho com formatação de textos e imagens. 

Frequentemente ouço que esse tipo de aplicativo salva o arquivo em um formato que outros editores não conseguem ler. É mito! Um documento de texto produzido no Writer (equivalente ao Word) pode ser salvo nos mais diversos formatos, inclusive em pdf, o que facilita muito na hora de repassar por email, por exemplo.

Pretendo começar a escrever sobre ferramentas dos editores desse pacote, como montar o sumário de um trabalho, como inserir números de páginas, por exemplo. Por enquanto, a dica é: baixe, teste, avalie... vale a pena! ;)

Para baixar, viste a página do Libre Office: http://www.libreoffice.org.br/

30 de abril de 2011

IBGE lança mapa-múndi interativo


ibgeRecebi por email a indicação de um site muito interessante construído pelo IBGE. Trata-se de um mapa-múndi interativo, com  informações de todos os países, agrupadas em temas como dados populacionais, indicadores sociais, economia, redes, meio ambiente e objetivos do milênio.

As informações são curtas e objetivas, portanto, não servem para um trabalho que necessite de maior aprofundamento. Entretanto, é uma ferramenta bastante interessante para se observar os contrastes mundiais e ficar atualizado com um pouco da conjuntura mundial. ;)

Acesse: http://www.ibge.gov.br/paisesat/main.php


26 de abril de 2011

Find Big Mail - busque e revise os emails mais pesados da sua conta



A maioria do pessoal que me conhece sabe que sou uma grande fã do Gmail. Por suas ferramentas intuitivas, preocupação com o usuário, interface amigável e diversas possibilidades para uma melhor produtividade. Contudo, vou procurar me ater às dicas pra quem o utiliza e me controlar um pouco na tentativa de convencer quem ainda não usa!

Se você está com problemas de espaço (embora isso seja muito difícil pra quem tem uma conta no Gmail) ou quer simplesmente fazer uma limpeza nos emails muito grandes que estão arquivados, há uma ferramenta externa bastante interessante (e gratuita): o Find Big Mail.



O serviço categoriza as conversas por tamanho, através de marcadores. Ele mostra alguns gráficos sobre o perfil da sua caixa, mostrando quais tamanhos de mensagens são mais frequentes, entre outras estatísticas. Depois, é só você conferir a sua conta e ir revisando as mensagens pelos marcadores.


13 de abril de 2011

Surveys, questionários. Como construir? Sugestões e indicações


O questionário, também conhecido como survey, é um dos instrumentos de geração de dados mais conhecido e utilizado em científicas nas mais diversas áreas. De abordagem mais quantitativa, destaca-se a rapidez no preenchimento das respostas e largo alcance, podendo produzir dados referentes a populações muito grandes. Também por essas razões, no entanto, devem ser contruídos com muito cuidado, observando todos os detalhes.

Apesar de simples, a construção de um questionário envolve um trabalho árduo e reflexivo. Tal construção deve estar diretamente articulada com o problema de pesquisa e a(s) hipótese(s), para que o pesquisador não perca o foco e elabore questões efetivamente pertinentes ao seu estudo.

Por essas e outras razões, pensei em elaborar este apanhado de indicações para a construção e aplicação de questionários, através de conhecimentos que fui obtendo na teoria e na prática. O objetivo é compartilhar com vocês um pouco do que aprendi (e estou aprendendo), pensando que quanto mais gente tiver conhecimento disso, melhor pra todos nós. ;)

Então, vamos lá:

19 de fevereiro de 2011

Links importantes em pesquisa (III) - Produtividade e Organização Pessoal

Voltando de férias, chega a hora de pensarmos sobre produtividade. Pra quem conseguiu descansar um pouquinho nesse verão, é bem difícil voltar ao ritmo e se acostumar novamente com a jornada. Como as aulas estarão recomeçando em breve, é mais um motivo pra procurar formas de se organizar e reambientar à rotina. Para isso, aí vão algumas dicas de links que tratam sobre o assunto ;)



37 Productivity Tips for Working From Anywhere - (em inglês)  dicas de produtividade em diversos ambientes como o trabalho em casa ("home office"), as atividades no local de trabalho, espaços compartilhados e até viajando.

Curso de Organização Pessoal - um e-book produzido pelo Portal Educação, oferece ótimas dicas sobre organização pessoal, uso da agenda, arquivos, gestão do tempo, entre outros.

Mind Meister - o Mind Meister é uma ferramenta bastante interessante para a produção de mapas mentais para realização de projetos e organização de ideias.

Ways to deal with distraction - uma coletânea de posts do site Productivity 501 para auxiliar na melhora do foco e da dedicação nas atividades. Vale conferir o site todo!



Veja também: 


27 de janeiro de 2011

We All Want to Be Young

O documentário We All Want to Be Young, produzido pela empresa BOX1824 (especializada em pesquisas de comportamento e consumo) é um excelente recorte sobre as modificações nas tendências de comportamento dos jovens nas últimas décadas. Catalisadores de grandes mudanças, acabam por influenciar e gerar mudanças em toda a cadeia produtiva, nas formas de se comunicar, produzir, consumir, nos relacionamentos e no trabalho. Essas novas formas de pensar/sentir/agir estão presentes na internet, especialmente na emergência de se acompanhar diversas coisas ao mesmo tempo. Se você se identifica com essa conjuntura, vale a pena assistir o curta!



Obs.: meu amigo Rafael Nakatsui utilizou o vídeo como referência em seu trabalho de conclusão, colocando, inclusive, a transcrição do filme nos anexos. Para conferir o trabalho, clique aqui.