Contornos - Educação e Pesquisa: 2012

Principais artigos

26 de dezembro de 2012

[Sugestão de artigo] Web 2.0 e Pesquisa: Um Estudo do Google Docs em Métodos Quantitativos

Resumo
As abordagens inovadoras de ensino vêm se configurando como o meio mais eficiente de se alcançar uma educação de qualidade. Nesse contexto, as ferramentas da Web 2.0 aliam-se cada vez mais às práticas educativas a fim de alcançar seus objetivos. Entretanto, percebemos que nas pesquisas Survey poucas mudanças ocorreram nas práticas de gerenciar/administrar os questionários. Diante desse quadro, este trabalho busca realizar reflexões sobre a contribuição das ferramentas da Web 2.0, em especial o Google Docs, na pesquisa Survey, partindo de questionamentos acerca do uso dessa ferramenta mediando os processos de elaboração, disponibilização e avaliação dos questionários. Procuramos responder aos questionamentos a partir de um estudo bibliográfico e análises de duas formas de apresentação dos questionários, uma na forma do texto impresso e outra através do Google Docs. Percebemos que o uso dessa ferramenta possibilita ao pesquisador uma diversidade de estratégias como também uma economia coletiva nos processos do método de pesquisa.

Palavras-chaves: Web 2.0. Google Docs. Questionários

Web 2.0 and Research: A Study of Quantitative Methods in Google Docs

Abstract
The innovative teaching approaches are becoming increasingly the most efficient way to achieve a quality education. In this context, Web 2.0 tools combine with increasingly educational practices in order to achieve their goals. However, we realize that the few changes occurred Survey research practices to manage / administer the questionnaires. Against this background, this paper seeks to make reflections on the contribution of Web 2.0 tools, especially Google Docs, Survey research, from questions about the use of this tool mediating the processes of development, delivery and evaluation of questionnaires. We try to answer the questions from a bibliographical study and analysis of two forms of presentation of questionnaires, one in the form of printed text and the other through Google Docs. We realized that using this tool allows the researcher to a variety of strategies as well as a collective economy in the processes of research method.

Keywords: Web 2.0. Google Docs. Questionnaires

Referência
SILVA, Adriana Freire da; LÓS, SILVA, Dayvid Evandro da; LÓS,  Djalma Rodolfo da Silva. Web 2.0 e Pesquisa: Um Estudo do Google Docs em Métodos Quantitativos. RENOTE - Revista Novas Tecnologias na Educação (UFRGS), v. 9, n. 2, 2011.

Clique aqui para acessar o texto completo do artigo em .pdf.

14 de novembro de 2012

Como montar referências de filmes e vídeos

Filmes e vídeos também podem ser fontes de informação para trabalhos acadêmicos. Para a NBR 6023 (2002), filmes e vídeos constituem a categoria "Imagens em movimento", cujos elementos essenciais são: título, diretor, produtor, local, produtora, data e especificação do suporte.

Elementos essenciais da referência: título, indicação de responsabilidade (diretor, produtor), local, produtora, duração, ano e tipo de suporte.

Elementos complementares: outras indicações de responsabilidade (coordenação, intérpretes, roteiro, música), indicação de som (tipo de som), de cor e informações consideradas relevantes.



"Fórmula"

TÍTULO do Filme. Indicação de responsabilidade. Outras indicações de responsabilidade. Local: Produtora, ano. Duração em minutos, sistema de reprodução, indicação de som (legenda ou dublagem), indicação de cor, largura em milímetros.

Exemplo de referência de filme cinematográfico:

INVENÇÃO da Infância, A. Direção: Liliana Sulzbach. M. Schmiedt Produçõe.s Porto Alegre – RS, 2000. 26 min. Son, Color, Formato: 16 mm.

CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles. Produção: Martire de Clemont-Tonnere e Arthur Cohn. [S.l.]: Le Studio Canal, 1998. 1 bobina cinematográfica.

Também pode ser mais completa:

CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles Júnior. Produção: Martire de Clemont-Tonnere e Arthur Cohn. Intérpretes: Fernanda Montenegro; Marília Pera; Vinícius de Oliveira; Sônia Lira; Othon Bastos; Matheus Nachteergaele e outros. Roteiro: Marcos Berrnstein; João Emanuel Carneiro e Walter Salles Júnior. [S.l.]: Le Studio Canal; Riofilme; MACT Productions, 1998. 1 bobina cinematográfica (106min), son., color., 35mm.
Exemplo de referência de filme em DVD:

BLADE Runner. Direção: Ridley Scott. Produção: Michael Deeley. Intérpretes: Harrison Ford; Rutger Hauer; Sean Young; Edward Ward; James Olmos e outros. Roteiro: Hampton Fancher e David Peoples. Música: Vangelis. Los Angeles: Warner Brothers, c1991. 1 DVD (117MIN), Color. Produzido por Warner Video Home. 



Vídeos do You Tube


A ABNT ainda não fala nada sobre eles, mas podemos fazer algumas adaptações ao formato. A minha sugestão é esta:

TÍTULO do Filme. Indicação de responsabilidade. Outras indicações de responsabilidade. Local: Produtora, ano. Duração em minutos. Disponível em: endereço do site. Acesso em: nov. 2012.

Exemplo:
CRIANÇA a Alma do Negócio. Direção: Estela Renner. Produção: Marcos Nisti. Documentário, 49'05". Disponível em: endereço do site . Acesso em novembro de 2012.

Caso você não encontre maiores informações sobre o vídeo, procure explicar resumidamente do que se trata ou quem fala. Por exemplo:

CRIANÇAS Terceirizadas. Entrevista com José Martins Filho. 15'13". Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=w1CvvDWkd_0>. Acesso em novembro de 2012.

Fique à vontade para enviar a sua dúvida, sugestão ou correção. ;)

5 de novembro de 2012

Controle corporativo de dados compromete pesquisas na era da web



Este é um artigo publicado originalmente no jornal New York Times em maio de 2012 (clique aqui para ver o artigo, em inglês). Utilizei-o no meu TCC para tratar sobre a posse de dados primários de pesquisas que envolvam dados de usuários de redes sociais. Esses dados acabam sendo propriedade de empresas (Facebook, Google etc) as quais produzem pesquisas com base nesses dados, porém não admitem disponibilizá-los para a comunidade científica. Para diversos cientistas, esses dados privados estariam ameaçando os próprios fundamentos da pesquisa científica.

Quando os cientistas publicam suas pesquisas, eles também disponibilizam os dados subjacentes para que os resultados possam ser verificados por outros cientistas. É assim, pelo menos, que o sistema deveria funcionar. Mas ultimamente, os cientistas sociais têm se posicionado contra uma exceção que é, fazendo jus ao seu nome, enorme. Trata-se dos "grandes volumes de dados", enormes conjuntos de informações coletadas por pesquisadores de empresas como Facebook, Google e Microsoft a partir de padrões de chamadas de celular, mensagens de texto e cliques na internet registrados por milhões de usuários ao redor do mundo.
As empresas muitas vezes se recusam a tornar públicas essas informações, às vezes por razões de concorrência e às vezes para proteger a privacidade dos clientes. Porém, para muitos cientistas, a prática é um convite à má ciência, ao sigilo e mesmo a possíveis fraudes.
A questão se mostrou candente no mês passado em uma conferência científica realizada em Lyon, na França, quando três cientistas do Google e da Universidade de Cambridge se recusaram a liberar os dados que haviam compilado para um artigo sobre a popularidade dos vídeos do YouTube em diferentes países.
O presidente do painel de conferências ¿ Bernardo A. Huberman, físico que dirige o grupo de computação social no HP Labs, em Palo Alto ¿ reagiu irritado. No futuro, disse ele, a conferência não deveria aceitar trabalhos de autores que não disponibilizassem os seus dados ao público. Ele foi saudado por aplausos da plateia.
Em fevereiro, Huberman tinha publicado uma carta na revista Nature alertando para o fato de que os dados privados estavam ameaçando os próprios fundamentos da pesquisa científica. "Se um outro conjunto de dados não validar os resultados obtidos com os dados privados", perguntou, "como saberemos se é porque eles não são universais ou se é porque os autores cometeram um erro?".
Ele acrescentou que o controle corporativo de dados pode vir a dar acesso preferencial a um grupo de cientistas de elite, provenientes das maiores corporações. "Se essa tendência continuar", escreveu ele, "vamos ver um pequeno grupo de cientistas tendo acesso a repositórios de dados privados e desfrutando de uma atenção injusta da comunidade, em detrimento de pesquisadores igualmente talentosos cuja única falha é a falta das 'conexões' certas a dados privados".
O Facebook e a Microsoft se recusaram a comentar o assunto. Hal Varian, economista-chefe do Google, afirmou simpatizar com a ideia de dados abertos, mas acrescentou que as questões de privacidade eram significativas.

24 de setembro de 2012

Citações: para quê servem? Como utilizar e formatar referências no corpo do trabalho.


Dando continuidade à sequência de posts com o conteúdo do guia de normatização que construí junto com outro professor (clique aqui para ver o primeiro post da série), o texto de hoje se refere às formas de se fazer citações em trabalhos acadêmicos. ;)

1  CITAÇÕES

As citações serão bastante utilizadas na parte textual do trabalho (exceto nas conclusões). Elas servem para situar o leitor no contexto teórico do trabalho,  parafraseando ou transcrevendo literalmente o texto da referência. As citações servem também para esclarecimento, sustentação ou ilustração do assunto. É recomendado que a citação siga exatamente as características do original. As citações podem ser diretas ou indiretas.
Logo que você compreender a importância da utilização do referencial teórico no seu estudo, naturalmente buscará formas de inserir no seu trabalho as ideias dos autores nos quais você se baseia. Para demonstrar que tal autor está presente no seu estudo, provavelmente você precisará descrever suas teorias e apresentá-lo. É aí que as citações aparecem como uma ferramenta importante para a clareza e a credibilidade de trabalho científico.


1.1  Citações diretas

É a transcrição literal do texto ou de parte dele. Pode ser utilizada de duas formas: citação direta com até três linhas ou citação direta longa (com mais de três linhas). Há diversas formas de se indicar a autoria e de qual publicação de trata uma referência, contudo, utilizaremos o sistema autor-data (também recomendado pela ABNT).

22 de setembro de 2012

A emergência de novidades metodológicas no campo virtual: uma análise de estudos no ciberespaço

Enquanto aguardo que o trabalho seja publicado no Lume, disponibilizo aqui o meu trabalho de conclusão de curso em Ciências Sociais, cujo tema são as novidades metodológicas em estudos das Ciências Sociais que têm a internet como campo de pesquisa.

Resumo

A proposta deste trabalho é analisar a emergência de novidades metodológicas na abordagem do campo virtual em uma amostra de estudos das ciências sociais que tiveram os ambientes virtuais como campo de pesquisa. O objetivo é conhecer as estrategias metodológicas desenvolvidas na pesquisa e observar o surgimento de novos conceitos. Para tanto, procurou-se tratar sobre a construção do conhecimento científico e a metodologia de pesquisa no contexto da sociedade da informação, focando as influências da internet na metodologia de pesquisa social. O ciberespaço, como uma dimensão da realidade social, tem sido objeto e campo de um número crescente de pesquisas na área de ciências sociais. Muitos desses estudos, em sua fase empírica, esbarraram nas diferenças que o ambiente virtual apresenta. Na análise, identifica-se essencialmente dois caminhos: os que empregam a mesma metodologia dos ambientes não-virtuais e os que, diante das  peculiaridades do ambiente virtual, adaptam, criam ou recriam os métodos e técnicas de pesquisa. Não só a pesquisa empírica passa por transformações, como a abordagem teórica também sofre com a definição dos termos, uma vez que as transformações nas denominações estão associadas também com a dinâmica da tecnologia material. De forma geral, a análise apresenta que os estudos têm observado diferentes aspectos possíveis da pesquisa na internet, trazendo tanto novidades metodológicas quanto metodologias típicas de espaços não-virtuais. O ciberespaço como campo traz novas questões ao pesquisador social na construção de sua metodologia de pesquisa, como a possibilidade de acesso a dados primários, a presença e o anonimato do observador, além da própria visão do autor sobre o que é o ciberespaço e a internet.

Palavras-chave: metodologia de pesquisa, ciberespaço, internet, pesquisa social em ambientes virtuais.

Clique para visualizar no Slideshare ou fazer download.






27 de agosto de 2012

O Ponto de Mutação




O Ponto de Mutação (Mindwalk) é um filme dirigido por Bernt Capra, baseado no livro de Fritjof Capra. O filme aborda um diálogo de três pessoas num dia cinzento, que encontraram-se casualmente em um passeio num castelo medieval na França. A conversa se dá entre uma cientista norueguesa, Sonia Hoffman (interpretado por Liv Ullmann), um político americano e ex-candidato à presidência , Jack Edwards (Sam Waterston) e o poeta Thomas Harriman (John Heard), um ex-redator de discursos políticos.

Na obra, Capra compara o pensamento cartesiano ao paradigma emergente no século XX. O primeiro é reducionista e modelo para o método científico desenvolvido nos últimos séculos. O segundo, mais holístico, vê o todo como indissociável. As comparações são feitas em vários campos da cultura ocidental atual, como a medicina, a biologia, a psicologia e a economia. Interessante para pensar algumas questões em ciência e sobre o “método científico”.

Ficha Técnica

Diretor: Bernt Amadeus Capra
Elenco: Liv Ullmann, Sam Waterston, John Heard, Ione Skye
Produção: Adrianna A. J. Cohen
Roteiro: Floyd Byars, Fritjof Capra
Fotografia: Karl Kases
Trilha Sonora: Philip Glass
Duração: 111 min.
Ano: 1991


21 de agosto de 2012

O estudo da estratificação social

As teorias de estratificação social consideram que a sociedade é dividida em camadas (ou estratos), as quais são definidas a partir de critérios determinados. Apesar da igualdade de direitos e deveres perante a sociedade, sabemos que o indivíduos possuem condições socioeconômicas distintas, o que influencia o acesso à saúde, educação, tipo de emprego e até mesmo a expectativa de vida. O estudo da divisão da sociedade em classes visa conhecer as diferenças de condições da população, especialmente com vistas à  implementação e avaliação de políticas públicas, além de conhecer a própria situação do país.

Para Marx, o fator econômico era o principal indicador sobre a posição de classe de um indivíduo. Isso significa que a ocupação (emprego) e a posição no mercado (como possuidor ou não de capital financeiro) determinariam a classe. Já para Bourdieu, a condição de classe se daria em função do capital econômico mais o capital cultural do sujeito. Os indicadores variam bastante na visão de cada autor. O que sabemos hoje é que a sociedade, muito mais complexa que na época da Revolução Industrial, demanda a revisão constante das definições de classe e, consequentemente, dos critérios de avaliação das posições dos indivíduos.

O estudo da estratificação social também tem como objetivo conhecer o quanto é possível obter mobilidade social ascendente em uma região ou país (GIDDENS, 2005). A mobilidade social significa o deslocamento do sujeito na posição socieconômica de classe. Esse movimento, contudo, pode ser tanto ascendente (ficando mais rico) quanto descendente (ficando mais pobre). O número de pessoas que "sobem" ou "descem" na posição de classe é um importante indicador sobre a economia de uma nação, podendo ter diversas causas.

Marx acreditava que a a classe trabalhadora (empregados de funções operacionais/manuais/indústria) cresceria e se uniria como classe a fim de lutar pelo estabelecimento de uma nova ordem social. O que aconteceu, porém, foi que a classe trabalhadora diminuiu e grande parte dos que "mudaram de vida" modificaram seus hábitos e gostos, além de adotar valores mais comuns da classe média tradicional.

Com a complexificação das atividades e das diversas formas de trabalho na atualidade, é cada vez mais difícil delimitar o que seria a classe média. Além disso, sabemos muito mais sobre os pobres do que sobre os ricos, uma vez que facilmente obtemos dados e conseguimos nos aproximar de populações mais carentes, enquanto as altas camadas dificilmente declaram dados sobre suas posses e estilo de vida.

Referência
GIDDENS, Anthony. Classe, Estratificação e Desigualdade. In: ________. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2005.

6 de agosto de 2012

Como referenciar figuras e imagens

Quando utilizamos figuras, ilustrações, fotos ou qualquer tipo de imagem em trabalhos acadêmicos, devemos ter o cuidado de fornecer suas informações ao leitor. É indispensável numerar e descrever o item, além de mencionar a sua fonte. De acordo com a NBR 14724 (2011, p. 11),
Qualquer que seja o tipo de ilustração, sua identificação aparece na parte superior, precedida da palavra designativa (desenho, esquema, fluxograma, fotografia, gráfico, mapa, organograma, planta, quadro, retrato, figura, imagem, entre outros), seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, travessão e do respectivo título. Após a ilustração, na parte inferior, indicar a fonte consultada (elemento obrigatório, mesmo que seja produção do próprio autor), legenda, notas e outras informações necessárias à sua compreensão (se houver). A ilustração deve ser citada no texto e inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere.
Isso significa que devemos definir a designação do item como figura, ilustração, gráfico etc, numerar a sequência e colocar um título. A fonte deve ser sempre mencionada, inclusive quando a elaboração for do próprio autor. Veja um exemplo:

Figura 1 - "The next projected sound of '67" trazia o primeiro single lançado pelo Pink Floyd.
Fonte: Página do Pink Floyd no Facebook¹. 
Em nota de rodapé: 1 - Disponível em: <https://www.facebook.com/pinkfloyd> Acesso em ago. 2012.

A ABNT não refere se os títulos e as fontes devem ser em formatação diferente do texto, contudo, pensando na melhor visualização do leitor, indico que o título e a legenda fiquem em fonte tamanho 10 (menor que o corpo do texto), alinhados com a figura.

A realidade, porém, não é tão simples. Quase sempre acabamos esbarrando em dúvidas de detalhes na hora de referenciar as figuras. Por isso, fiz uma compilação de possibilidades e sugestões de solução (algumas com exemplos ilustrados):

a) Se a figura for de elaboração do autor do texto (você): 

Figura 3.1 - Fio condutor de eletricidade.
[FIGURA]
Fonte: Elaborada pelo autor.

Obs.: se o autor for do sexo feminino, é possível colocar "elaborado pela autora". É aconselhável, inclusive.

b) Se a figura tiver sido elaborada por outra pessoa e copiada de um livro, periódico ou artigo: 

Figura 7 - Vizinhos presentes no evento.
[FIGURA]
Fonte:  CASTRO, 2005, p. 7.

Obs.: A referência completa precisa ir em nota de rodapé ou na lista de referências no final do texto, certifique-se de que seja autorizada a reprodução da imagem.

c) Se a fonte for um site ou repositório digital: 

Figura 4 - O IFCH na década de 1960.
Fonte: Lume - Repositório Digital da UFRGS.


Em nota de rodapé: Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/9156/Rg1264.jpg?sequence=1;. Acesso em ago. 2012.

d) Se for um print screen de um aplicativo (mais comuns em publicações da área da informática): 

Figura 10 - Exemplo de planilha do LibreOffice Calc.
Fonte: print screen da aplicação no sistema operacional Windows 10.

e) Se for um print screen de uma tela de aplicativo com dados elaborados pelo autor (quando o foco são os dados e não o aplicativo em si): 

Figura 3 - Planilha cálculo trabalhista.
[FIGURA]
Fonte: elaborado pelo(a) autor(a).


Se esses exemplos não abarcaram as suas dúvidas, deixe um comentário e quem sabe encontramos as respostas possíveis.

Obs.: confira se a sua questão já não foi respondida em algum comentário anterior. ;)



Veja também:





10 de julho de 2012

Fontes de informação em saúde

Especialmente para quem pesquisa na área da saúde, alguns desses sites são essenciais:

World Health Organization - Brasil
WHO é a sigla de World Health Organization, conhecida no Brasil como Organização Mundial de Saúde (OMS). É a principal organização de pesquisa e ação em saúde no mundo. Os dados que a OMS oferece são importíssimos na constituição de um trabalho científico na área de saúde que leve em conta aspectos quantitativos.


Um dos mais completos conjuntos de serviços de informação em saúde com acesso livre a resumos e publicações. Essencial, ainda contém diversos links para outros diretórios.


DataSUS dispõe de dados e estatísticas inclusive financeiras, sobre todo o SUS. Destaque para a seção de Informações em Saúde a qual remete para outros bancos de dados essenciais para a pesquisa em saúde.

Contém informações sobre saneamento, vacinação e combate a endemias. Entre outros, oferece acesso a legislação da área e uma biblioteca digital com vídeos e publicações.


Portal oficial do Ministério da Saúde com programas e projetos de saúde governamentais, notícias e legislação que rege os serviços de saúde no Brasil.


A ANVISA é responsável pela fiscalização da produção e da comercialização de produtos e serviços que possam influir sobre a saúde da sociedade e que sejam submetidos à vigilância sanitária. No site estão disponíveis legislações específicas, alertas, informas, notícias e uma gama de assuntos de interesse para profissionais da área.


Reúne informações sobre assuntos de saúde de modo abrangente, contendo atos normativos específicos, fóruns, atas das reuniões do conselho e até uma biblioteca virtual. Na biblioteca estão disponíveis diversos livros como o documento oficial da Política Nacional de Alimentação e Nutrição e a versão completa da Legislação em Saúde Mental.

Muitas dessas organizações também estão no Twitter, confira:

19 de junho de 2012

Conjunções - dicas de uso

Conjunção é uma classe gramatical que funciona basicamente como um meio para relacionar os termos em uma frase ou parágrafo. As mais comuns são as aditivas (quando reforçam e acrescentam argumentos à primeira ideia) e adversativas (quando refutam e confrontam a ideia anterior). Há diversas outras formas de relacionar ideias dentro de uma oração ou parágrafo, enriquecendo o texto e auxiliando no desenvolvimento dos argumentos. Abaixo seguem algumas dicas de conjunções que podem ajudar na construção do seu texto. :)

  • ADITIVAS: e, nem, não só...mas também, não só...como também. 
  • ADVERSATIVAS: mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto. 
  • ALTERNATIVAS: ou...ou, ora...ora, quer...quer, seja...seja, nem...nem, já...já, etc. 
  • CONCLUSIVAS: logo, pois, portanto, por conseguinte, por isso, assim, então. 
  • PROPORCIONAIS: à medida que, quanto mais, ao passo que, à proporção que. 
  • EXPLICATIVAS: que, porque, pois, porquanto. 
  • CAUSAIS: porque, pois, por quanto, como, pois que, por isso que, já que, uma vez que, visto que, visto como, que
  • COMPARATIVAS: que, (mais/menos/maior/menor/melhor/pior) do que, tal qual, tanto quanto, como, assim como, bem como, como se, que nem, tão... quanto, etc.
  • CONCESSIVAS: embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, bem que, se bem que, apesar de que, nem que,em que, que,e, etc.
  • CONDICIONAIS: se, caso, quando, contanto que, salvo se, sem que, dado que, desde que, a menos que, a não ser que, etc.
  • CONSECUTIVAS: que (combinada com uma das palavras tal, tanto, tão ou tamanho, presentes ou latentes na oração anterior), de forma que, de maneira que, de modo que, de sorte que
  • TEMPORAIS: quando, antes que, depois que, até que, logo que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, apenas, mal, que [= desde que], etc.

Veja também: objetivos em um projeto de pesquisa

Fonte: anotações pessoais de estudos de gramáticas

24 de maio de 2012

Referências para documentos em meio virtual

Com a disseminação de documentos e estudos pela web, pesquisadores e estudantes têm suas fontes de pesquisa cada vez mais acessíveis através da internet. Contudo, na hora de montar as referências de um trabalho é muito comum surgir a dúvida: como fazer as referências de um material online? Veja como é fácil.

A estrutura da referência sempre obedecerá às normas gerais, porém no caso de o documento estar acessível na internet, deve-se acrescentar o dado "Disponível em: < ... >; Acesso em: mês. ano"

Só colocar o endereço não basta, não esqueça de mencionar sempre o nome do autor, do site e do artigo (se for o caso), caso contrário a referência fica incompleta. 

Observe os exemplos:

Obra no todo:
FRANÇA, Álvaro Sólon. Previdência Social e a Economia dos Municípios. 5ª ed. Brasília: ANFIP, 2004. Disponível em http://www.mpas.gov.br/arquivos/office/3_081014-104850-324.pdf;. Acesso em 13 jun. 2010.
Artigo de periódico com versão online:
GIOLO, Jaime. Educação à distância: tensões entre o público e o privado. Educação & Sociedade. vol. 31 n. 113 Campinas, 2010. p. 1271-1298. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302010000400012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt;. Acesso em: 05 abr. 2011.
Monografia, dissertação ou tese:
MOURA, Cinara M. Intersecções entre Gestão do Conhecimento, Relações Públicas e espaços virtuais de interação: a experiência da plataforma Fiat Mio. Trabalho de Conclusão do Curso de Relações Públicas. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, dez. 2010. Disponível em: http://www.slideshare.net/vaalw/interseces-entre-gesto-do-conhecimento-relaes-pblicas-e-espaos-virtuais-de-interao;. Acesso em: nov. 2010.

Site, blog ou portal no todo: 
AUTORIA. Título da página que aparece na barra superior. Disponível em <http://endereço>. Acesso em: data
PEREIRA, Vanessa Souza. Contornos - Pesquisa e Gestão de Conteúdo. Disponível em http://www.contornospesquisa.org;. Acesso em 06 abr. 2011.
Post ou artigo de blog ou site:
PEREIRA, Vanessa Souza. Conjunções: dicas de uso. In: Contornos - Auxílio à Pesquisa. Disponível em http://www.contornospesquisa.org/2010/10/conjuncoes.html. Acesso em 06 abr. 2011.


11 de abril de 2012

Pesquisa Documental: utilização e abordagens metodológicas

A pesquisa documental é um recurso metodológico ainda visto como um complemento à produção de dados na prática de pesquisa social. É comum observarmos a utilização dos documentos nas pesquisas como uma ferramenta para reforçar o entendimento, situando relatos em um contexto histórico ou como um método que possibilita comparações entre as interpretações do observador com documentos relacionados.
Entretanto, Tim May (2004) apresenta outras perspectivas que elevam a pesquisa documental como um método que possui seus próprios méritos e potencialidades ainda pouco reconhecidas.

Por que não há tantos textos dedicados à pesquisa documental como outros métodos mais conhecidos?

May aponta três possíveis respostas para esse fenômeno. Uma é a influência positivista que rejeita a utilização de dados como base para uma pesquisa, considerando-os um “empirismo grosseiro”. Também há a ideia de que a pesquisa documental remeteria à pesquisa histórica, como se estivesse distante das Ciências Sociais (e de outras áreas do conhecimento). Além disso, a pesquisa documental dificilmente é considerada como um método, pois dizer que se utilizará documentos é não dizer nada sobre como eles serão utilizados. Desenvolveremos esse “como utilizar” mais adiante.

Fontes da pesquisa documental: como definir os documentos

John Scott (1990, apud May, 2004) define os documentos, em um sentido geral, como textos escritos, tanto em papel quanto em arquivos de computador, os quais têm o conteúdo como propósito primário. Podem ser considerados para a pesquisa documental: relatórios, estatísticas oficiais, registros governamentais, discursos, conteúdo de mídia de massa, romances, peças, desenhos, mapas, documentos pessoais, diários, fotografias e uma gama de materiais.

2 de abril de 2012

Existe dupla negação na língua portuguesa?

Tive essa dúvida por muito tempo, pois a resposta que me davam não me convencia. A língua portuguesa é muito rica, temos uma quantidade muito maior de vocábulos e, consequentemente, de combinações e diversidade de composições do que a língua inglesa, por exemplo. Dessa forma, temos que observar que as línguas possuem diferentes estruturas e que não podem ser pensadas da mesma forma.

Um dia vi, por acaso, no canal Futura, o famoso prof. Pasquale falando justamente sobre isso. Segundo ele, essa dúvida vem de uma confusão com a estrutura da língua inglesa, que não admite a dupla negação. As línguas derivadas do latim (como o português, o espanhol e o italiano) podem sim negar duas vezes na mesma frase.

Como não consegui encontrar o vídeo dessa aula do Pasquale (era bem antigo), indico um trecho de um texto dele na Folha de São Paulo em 2009, comentando sobre uma questão do vestibular da Unicamp cujo tema seria justamente este.

Refiro-me à dupla negação ("Não há nenhuma medida..."). Não são poucas as mensagens que recebo a respeito disso ("É possível negar duas vezes?"; "Menos com menos não dá mais?"; "Se eu digo que não encontrei ninguém, isso não significa que eu encontrei alguém?").
Devagar com o andor, caro leitor. Nem pensar em fazer a tal conta. Se eu digo que não vi ninguém, isso significa que vi zero pessoa, nada, pessoa alguma, ninguenzinho mesmo.
A dupla negação como a que fazemos, que realmente não ocorre em inglês, é mais que comum em italiano, espanhol... Nossa velha frase "Não conheço ninguém", por exemplo, em espanhol corresponde a "No conozco a nadie". Em italiano, corresponde a "Non conosco nessuno". Em ambas se nota a dupla negação ("no" e "nadie", em espanhol, e "no" e "nessuno", em italiano). É isso. 

Foto por Virtual EyeSee - https://www.flickr.com/photos/virtualeyesee/


25 de fevereiro de 2012

Elaboração do projeto de pesquisa: a definição do objeto

O primeiro capítulo de Triviños (2001) dedica-se à tarefa de elaboração de um projeto de pesquisa. O que um pesquisador precisa pensar para desenvolver o seu projeto? O autor defende que essa elaboração seria constituída das seguintes etapas:

a) definição do objeto de estudo;
b) opção pelos aspectos metodológicos ou abordagem metodológica do estudo;
c) cronograma de execução;
d) anexos;
e) referências.

Neste primeiro momento, vamos desenvolver um pouco sobre a primeira etapa: a definição do objeto.


A definição do objeto (ou problema de pesquisa) é a etapa na qual o pesquisador irá decidir delimitar o que deseja estudar. Para começar, é essencial que realize uma pesquisa bibliográfica sobre o tema, fazendo uma seleção de materiais em bibliotecas, acervos online e outras fontes (veja mais sobre fontes de referência).

É importante conhecer outros estudos sobre a temática e observar as bases teóricas nas quais estão sustentadas as ideias de cada autor. Assim é bem provável que o pesquisador visualize o potencial de outros ângulos do problema ou a possibilidade de uma nova proposta de abordagem teórico-metodológica para a questão de interesse. Nesse momento, é possível que a primeira ideia de problema tenha sido consideravelmente modificada, pois o autor tende a obter novas propostas de estudo a medida em que aprofunda o seu conhecimento na questão. Entretanto, em um dado momento, é preciso ter o cuidado de delimitar a questão e seguir com o foco nela. 

Nessa etapa, uma aproximação empírica é bastante indicada. A pesquisa exploratória deve constar no projeto, podendo ser apresentada como um ensaio da aproximação que se realizará posteriormente (o trabalho de campo). O trabalho de campo exploratório também auxilia no desenvolvimento de questões, objetivos e abordagens complementares à pesquisa bibliográfica.

Sobre as questões teóricas, Triviños assume que as teorias que escolhemos para sustentar ou refutar uma hipótese ou argumento estão unidas à nossa maneira de apreciar o mundo. Temos concepções gerais da realidade, nossas maneiras de pensar sobre o mundo. Tudo isso está ligado aos argumentos que vamos aceitar como verdadeiros e utilizar na nossa definição e argumentação sobre dado tema. 

Dessa forma, no texto científico, buscamos definir pormenorizadamente cada conceito de uma teoria, com os entendemos e como cabem na problemática. No estudo das referências da temática de interesse, possivelmente o pesquisador encontrará tendências teóricas gerais (positivismo, marxismo, estruturalismo, pós-estruturalismo, estrutural-funcionalismo, etnometodologia...) e teorias específicas (construtivismo genético de Piaget, teoria do discurso de Foulcault, materialismo histórico de Marx etc) as quais irão inspirar o autor na abordagem do problema de pesquisa. 

Além disso, as escolhas teóricas também podem orientar os aspectos metodológicos, pois teoria e método estão ligados no sentido que o paradigma determinará a matiz dos resultados. Dito de outra forma, as teorias "pedem" determinados enfoques práticos do problema. Mas, a partir daqui, estamos falando do que Triviños considera como a segunda etapa da elaboração do projeto, a  abordagem metodológica do estudo, que desenvolveremos mais adiante. :)

Referência:

TRIVIÑOS, Augusto Nibaldo Silva. Cadernos de Pesquisa Ritter dos Reis - vol. IV. Bases Teórico-Metodológicas da Pesquisa Qualitativa em Ciências Sociais. 2ª ed. Porto Alegre: Ritter dos Reis, 2001.

13 de fevereiro de 2012

A construção dos procedimentos metodológicos em projetos de pesquisa


Os procedimentos metodológicos constituem a fase final de apresentação de um projeto de pesquisa. Após ter esclarecido as facetas do problema, sua fundamentação teórica (em que argumentos irá se sustentar/visões que irá refutar) e revisão bibliográfica (o que outros autores já escreveram sobre o assunto), é hora de demonstrar como o problema será abordado empiricamente. Para tanto, é preciso apresentar como isso será feito na seção dos procedimentos metodológicos.

Para construir a apresentação dos seus procedimentos, pense sobre os seguintes elementos e tente responder às perguntas seguintes:

1. Métodos de investigação: como será estruturado o trabalho? Qual o foco empírico? Ex.: estudo de caso, survey, pesquisação etc.

2. Fontes e acesso aos dados: quem se irá entrevistar/questionar? De que forma? Com qual instrumento? Se os dados são secundários, de onde vêm? Se as fontes forem pessoas, como serão contatadas e abordadas? 
3. Características da amostra: como será feito o delineamento da amostra? Ex.: aleatória, estratificada, por cotas etc. Qual é o público-alvo? [Veja: Exemplos de modelos de amostragem]
4. Coleta/produção de dados: a partir de que técnica se obterão os dados? Ex.: observação, entrevista, questionário, história de vida, pesquisa documental etc. Como será sistematizado o trabalho de campo? No trabalho de campo, as falas serão anotadas/gravadas, filmadas? Como os dados serão organizados? Será utilizado algum software de apoio?
5. Análise dos dados: como os dados serão analisados? Que técnica/perspectiva será utilizada para análise? Por quê? Será utilizado algum software específico para este trabalho? Ex.: NVivo, Atlas.ti, MaxQDA, MSExcel, SPSS etc).
6. Instrumentos de coleta de dados: o que será utilizado para produzir os dados? A entrevista ou o questionário será mais ou menos estruturado? Como o instrumento será distribuído e aplicado?

Descrever claramente como a pesquisa empírica será realizada o auxilia a obter um melhor "controle" sobre o trabalho e demonstra conhecimento sobre o processo de pesquisa, além de reconhecer a responsabilidade do pesquisador para com os dados e sua manipulação.

Fonte: anotações produzidas em aulas da disciplina Projeto de TCC em Sociologia, ministrada pela profª. Cinara Rosenfield em 2011/2 para o curso de Ciências Sociais da UFRGS.

Veja também: 
A construção da metodologia na pesquisa social
Elaboração do projeto de pesquisa: a definição do objeto

20 de janeiro de 2012

O que é SOPA e porque é importante entender

SOPA (Stop Online Piracy Act) é um projeto de lei apresentado à Câmara dos Deputados dos Estados Unidos em outubro de 2011 como um complemento do Protect IP Act (PIPA), apresentado em junho do mesmo ano.

Trata-se de uma medida que propõe o bloqueio de acesso a sites considerados como violadores da propriedade intelectual, o que significa que qualquer site que for acusado de "roubar"  imagem, vídeo, música, texto ou software de "propriedade" de algum cidadão ou empresa estadunidense (protegido pela lei de copyright) será bloqueado e  terá todas as referências em buscadores e outros sites imediatamente apagadas.

A justificativa é combater a pirataria online, o problema é que, com a SOPA, os sites primeiro seriam condenados e bloqueados (em até 5 dias após as acusações) e só depois poderiam entrar com a defesa, dando margem para injustiças que causariam enormes prejuízos, além de inverter um preceito básico do Direito, no qual o acusado só é condenado após um julgamento, onde se apresentam as provas do "roubo" e o acusado tem a chance de se defender.

Apesar de serem projetos de lei dos Estados Unidos, afetam diretamente o modo como navegamos e utilizamos a internet aqui no Brasil e em todo o mundo, uma vez que os principais buscadores, provedores de conteúdo e redes sociais estão sediados nos EUA.

Na última quarta-feira, 18 de janeiro, pelo menos 10 mil sites só nos EUA, entre eles a Wikipedia, protestaram contra os projetos.

Se você preza pelo modo como atualmente utilizamos a internet, como ferramenta de compartilhamento e busca de informação e cultura, é importante discutir sobre o assunto. Vale também lembrar que este site possui a  licença Creative Commons, que permite o livre acesso e distribuição dos conteúdos publicados, desde que mencione a referência. :)

Alguns artigos sobre o assunto:

SOPA é o mesmo que vetar palavrões no dicionário, diz especialista
O que é o SOPA (Stop Online Piracy Act) e porque ele é tão perigoso