Contornos - Educação e Pesquisa: formatação
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04 fevereiro 2024

Como referenciar figuras e imagens (II) - Imagens geradas por IA

A citação de figuras e imagens geradas por inteligência artificial (IA) em trabalhos acadêmicos segue as mesmas diretrizes básicas de citação para qualquer outra imagem (ver Como referenciar figuras e imagens). No entanto, ainda que o comando seja executado por você, é importante reconhecer que as figuras e imagens geradas por IA são criadas por uma ferramenta específica e podem existir diferenças e particularidades entre essas ferramentas, sendo, portanto, essencial mencioná-las.

Ao utilizar essas imagens, é fundamental destacar as considerações éticas associadas ao uso de IA. Mesmo em uma apresentação de slides, o rigor deve ser o mesmo de um trabalho escrito. O quanto essa imagem é importante para o seu trabalho? A imagem “cabe” para o contexto? Há alguma imagem “real” que possa substituí-la? Estou sendo transparente quanto às informações da imagem? São algumas perguntas a se fazer quando utilizar imagens criadas por IA.


Aqui estão algumas orientações gerais para as referências de figuras ou imagens geradas por IA ou algoritmos em geral:

No título da figura:

Inclua informações sobre a descrição da imagem. Por exemplo, "Figura 2: representação de um pesquisador em trabalho de campo."


Na legenda da figura:

Inclua informações detalhadas sobre a ferramenta de IA ou o algoritmo utilizado. Por exemplo, "Fonte: gerado por [Nome da Ferramenta de IA] em dd/mm/aaaa."


No texto:

Mencione a autoria como "imagem gerada por [Nome da Ferramenta de IA]" ou "Figura gerada por algoritmo de inteligência artificial."


Exemplo:

Figura 1: Representação de uma cientista utilizando mecanismos de inteligência artificial.
.
Fonte: gerada por IA. Plataforma DALL·E 3. Em 2 de fevereiro de 2024.


Lembre-se de consultar as diretrizes de citação do estilo escolhido para garantir que você esteja seguindo todas as regras específicas dessas normas. Além disso, se a ferramenta de IA ou o algoritmo usado tiver um artigo ou documentação oficial, você pode incluir essa fonte na lista de referências para fornecer mais contexto sobre como a IA foi treinada e desenvolvida.

O uso de inteligência artificial em trabalhos acadêmicos é um tema que ainda estamos compreendendo e, por enquanto, essas indicações seguem princípios gerais de uma pesquisa científica como transparência, rigor, coerência e confiabilidade. É possível que algumas diretrizes mudem com o tempo e desenvolvimento de nossa compreensão, assim, atente à data de publicação e atualizações desta postagem. ;)

 

Para citar este artigo: PEREIRA, Vanessa Souza. Como referenciar figuras e imagens (II) – Imagens geradas por IA. Contornos: Educação e Pesquisa. Disponível em: http://www.contornospesquisa.org/2024/02/como-referenciar-figuras-e-imagens-ii.html. Acesso em: ____.

14 janeiro 2019

O que fazer quando a autoria é desconhecida?

Embora seja pouco comum (e recomendável), por vezes há a necessidade de citar e referenciar um material com autoria desconhecida. É importante destacar que a autoria é desconhecida, o que não significa que não exista autoria. Um texto sempre terá um/a autor/a, podendo ser autoria coletiva ou em nome de instituições.


Quando não encontramos a autoria do texto, primeiramente devemos pesquisar sobre a publicação em outros locais, buscar o dado de forma mais ampla. Caso ainda assim não o encontre, questionar-se sobre a confiabilidade dessa fonte e se é realmente importante para o trabalho. Se a resposta a essa última questão foi positiva, a ABNT 6023 indica uma alternativa para referenciar o material:

8.1.3 Autoria desconhecida
Em caso de autoria desconhecida, a entrada é feita pelo título. O termo anônimo não deve ser usado em substituição ao nome do autor desconhecido.
Exemplo: DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro, 1993. 64 p.

Assim, colocamos a primeira palavra do título em caixa alta e as seguintes normais, sem utilizar negrito. Veja bem, não é mesmo o caso de legislações, pois o autor dessas é a unidade administrativa ou a instituição responsável.

Exemplos:
BRASIL. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei no 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS). Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão. Resolução Nº 04/2004. Diretrizes para o Plano Pedagógico das Licenciaturas da UFRGS. Disponível em: http://www.ufrgs.br/cepe/legislacao/Res04-04.htm

Lembre-se de considerar a palavra seguinte ao colocar em maiúsculas se o título iniciar com artigo definido, indefinido ou palavra monossílaba.

Exemplo:
A ÉTICA nas universidades brasileiras...
Por fim, tente incluir mais informações que conseguir sobre a publicação a fim de que outros elementos possam ajudar a entender a fonte, pois a ausência de autoria é um ponto de atenção para a confiabilidade da fonte.

Obs.: As mudanças na ABNT 6023 de 14 de novembro de 2018 não alteraram esse item.

Referência:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 6023: Informação e documentação - Referências - Elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

05 janeiro 2019

O que é citar e referenciar?

É comum utilizarmos os termos citar e referenciar em redações e comunicações científicas, porém nem sempre é claro para quem está iniciando o que são essas ações.

De acordo com o Dicionário Priberam, os dois vocábulos são sinônimos de mencionar e referir. No entanto, em pesquisa, de forma prática, consideramos cada palavra para uma ação diferente.

Citar: é transcrever os textos/falas de autores de forma literal ou parafraseada ao longo do texto. (= CITAÇÃO).
Exemplo:
Conforme Dussel (1993, p. 35), “A América não é descoberta como algo que resiste distinta, como o Outro, mas como a matéria onde é projetado o 'si mesmo'.”
Referenciar: é associar a citação aos seus dados de registro (especialmente autor e data). Cada citação demanda duas referências:

1) Ao longo do texto, logo após trecho transcrito/parafraseado, no sistema autor-data. 

Exemplo: (DUSSEL, 1993, p. 35)

2) No final do trabalho, na lista de referências. 

Exemplo: DUSSEL, Enrique. 1492: o encobrimento do outro – a origem do mito da modernidade. Petrópolis: Vozes, 1993.

Veja mais em Citações: para quê servem? Como utilizar e formatar referências no corpo do trabalho

Dúvidas? Escreva nos comentários. ;)

Por: ShellyS Fonte: https://www.flickr.com/photos/shellysblogger/


19 junho 2017

O que fazer quando não se sabe o ano da publicação? Citações e referências


O ano da publicação é uma informação imprescindível para a referência de qualquer material. A ABNT 6023 (2002) coloca deve sempre haver uma indicação de ano da publicação, ainda que aproximada. Pode ser também o ano da distribuição, da impressão, da patente ou outra data significativa para a obra. Nesses casos, especificar. Se a data não puder ser determinada, em último caso, inserir uma data aproximada entre colchetes, como nos exemplos a seguir:

  • [1965?] - data provável
  • [1973] - quando se sabe que é desse ano, mas não está indicado no item
  • [1982 ou 1983] - um ano ou outro
  • [entre 1906 e 1912] - utilizar somente intervalos menores de 20 anos
  • [195-] - quando se sabe que é dessa década, mas não está indicado no item
  • [195-?] - década provável
  • [18--] quando se sabe que é desse século, mas não está indicado no item
  • [18--?] - século provável

O mesmo é aplicado quando se tratam de referências publicadas em meio virtual. Os números em colchetes vão assim também na referência dentro texto no sistema autor-data. Por exemplo, (ALECRIM, [2012?]) ou  OLIVEIRA ([200-]). Não é usual e deve ser evitado. O sistema é uma alternativa para que de alguma forma haja informação sobre a obra no tempo, no entanto, é para ser utilizado somente se não foi possível obter mais informações e após pesquisa sobre a origem da referência.

Dúvidas? Envie nos comentários.

Referência:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 6023: Informação e documentação - Referências - Elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

Foto por Kikabu - https://www.flickr.com/photos/28778836@N08/

13 fevereiro 2016

Resumos de trabalhos acadêmicos (NBR 6028)

Por definição, resumir é abreviar, sintetizar, condensar, enfim, reduzir a menores proporções. Contudo, metodologicamente, essa atividade não é tão simples quanto parece e requer a observação de alguns pontos. No Brasil, a NBR 6028 (2003) estabelece requisitos para a apresentação de resumos. Entretanto, também há controvérsias. 

Segundo a norma, o resumo deve ressaltar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do documento. Muito importante observar esses quatro momentos do resumo. Como é possível observar, a bibliografia utilizada no trabalho não é recomendada para o resumo, por isso, particularmente indico que autores não sejam mencionados, a não ser que a pesquisa tenha utilizado um autor de forma bastante significativa (geralmente em teses de doutorado).

A norma estabelece que o resumo seja composto de uma sequência de frases concisas, afirmativas e não de enumeração de tópicos. Recomenda que a primeira frase já apresente o tema principal do documento e que se utilize parágrafo único.

A NBR 6028 coloca que “deve-se usar o verbo na voz ativa e na terceira pessoa do singular”, o que é uma grande controvérsia no meio acadêmico. Cientistas de diversas áreas (mas especialmente das Ciências Humanas) defendem a utilização da primeira pessoa do singular ou do plural em textos acadêmicos. Esse tema, entretanto, remete à questões mais profundas sobre a prática da pesquisa e merece maior aprofundamento em outro texto. Contudo, já está bastante disseminado e aceito o uso da primeira pessoa em textos acadêmicos. A minha sugestão é que você converse com o/a orientador/a e utilize o que sentir que seja mais adequado, desde que saiba justificar essa escolha.

Quanto à extensão, a norma assinala de 150 a 500 palavras para resumos de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e outros) e relatórios técnico-cientifícos e de 100 a 250 palavras os de artigos de periódicos, entretanto, a respeito dos artigos de periódicos, atualmente cada periódico tem estabelecido suas normas e formatos para publicação. Assim, o recomendável nesse caso é consultar a norma da revista.

Palavras-chave

A NBR 6028 define palavra-chave como “palavra representativa do conteúdo do documento, escolhida, preferencialmente, em vocabulário controlado”. A respeito do que se chama de vocabulário controlado, a escolha de palavras é livre, porém, se você quer que o seu trabalho seja mais facilmente encontrado na internet e em bibliotecas, especialmente por pesquisadores de sua área e estudantes buscando referências, procure palavras representativas de sua pesquisa dentro da área de enfoque.

Uma forma de conhecer as palavras mais utilizadas na área é observando as palavras-chave de suas referências e das referências de suas referências. Há ferramentas que auxiliam o pesquisador na escolha de palavras com busca por tema, descrição mais ampla do termo, entre outros. Em algumas revistas científicas, exige-se que as palavras estejam de acordo com dicionários de termos específicos da área. Em educação, por exemplo, utiliza-se o Thesaurus Brasileiro da Educação. Para a área da saúde, Descritores em Ciências da Saúde

A palavra-chave não precisa ser só uma palavra, pode ser uma expressão, por exemplo, “administração escolar”, “políticas públicas em educação” e “Programa Nacional Fortalecimento dos Conselhos Escolares”. Observe que, das palavras citadas, a primeira é mais ampla e a última mais específica (um programa específico, que seria foco do trabalho). Assim, também é importante pensar as palavras em ordem do mais abrangente para o mais específico.

*esta e outras postagens são dinâmicas, de tempos em tempos são revisadas e atualizadas por novas experiências e também com o auxílio de leitores. ;)
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028: Informação e documentação - Resumo. Rio de Janeiro, 2003.

Como citar este texto
PEREIRA, Vanessa Souza. Resumos de trabalhos acadêmicos (NBR 6028). Contornos Educação e Pesquisa, Porto Alegre, 2016. Disponível em: <http://www.contornospesquisa.org/2016/02/resumos-de-trabalhos-academicos-nbr-6028.html>. Acesso em: dia/mês/ano.


19 janeiro 2013

Comentários sobre a NBR 6024 - Numeração Progressiva - Títulos e alíneas

Publicada em maio de 2003, a NBR 6024 - Numeração progressiva das seções de um documento escrito estabelece um sistema de numeração da seções que facilite o entendimento da sequência do conteúdo e estruturação da ideias. Apesar de parecer bastante simples, há vários itens e é nesse documento que se fixam parâmetros também sobre as possibilidades de divisão estrutural do texto.
São basicamente 10 itens:

1) a numeração deve ser feita com algarismos arábicos;
2) o algarismo (chamado de indicativo de seção) e o título são alinhados à esquerda;
3) o texto deve ser dividido somente até a a seção quinária, ou seja, a subdivisão máxima seria, por exemplo 1.1.1.1.1;
4) os algarismos, além de arábicos, devem ser números inteiros a partir de 1;
5) o autor deve determinar a forma como o texto será dividido,  podendo ser de seção primária até seção quinária, na sequência do assunto.

Fonte: ABNT - NBR 6024 p. 2.

6) entre o algarismo e o título a única separação é um espaço, sem ponto, hifen ou travessão;
7) Muito importante:
Destacam-se gradativamente os títulos das seções utilizando os recursos de negrito, itálico ou grifo e redondo, caixa alta ou versal e outro. Os títulos das seções (primárias, secundárias etc.) deve ser colocado após sua numeração, dele separado por um espaço. O texto deve iniciar-se em outra linha. Todas as seções devem conter um texto relacionado a elas. (ABNT, 2003, p. 2)
Na minha interpretação, a ABNT não fixa qual a ordem dos tipos de destaques às seções, portanto, utilizo a mesma forma de alguns manuais. (Veja também: ABNT em linhas gerais - formatação básica e Manuais ABNT)
Exemplos de apresentação de título:

1 SEÇÃO PRIMÁRIA - TODO EM NEGRITO E LETRAS MAIÚSCULAS
1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA - MAIÚSCULAS SIMPLES
1.1.1 Seção Terciária - Todo em negrito caixa baixa
1.1.1 Seção  Quaternária  - Em negrito e itálico
1.1.1.1  Seção Quinária  - Todo em itálico

Entre a seção primária e a secundária deve haver texto, obrigatoriamente. Isso significa que é preciso ao menos uma apresentação da seção e a razão da divisão em subtópicos. Além disso, não poder existir no texto uma subdivisão em 1.1 se não há o "1.2". Caso isso aconteça, é preciso repensar a estruturação do texto. 

Por exemplo:
1 TÍTULO MAIS ABRANGENTE
Aqui vai o texto propriamente dito. Caso não tenha muito a acrescentar neste momento, tente estruturar a apresentação em início-meio-fim, respeitando as subdivisões posteriores. Esse texto deve ser preferecialmente redigido após a conclusão da redação das subdivisões.
1.1 TÍTULO SEÇÃO SECUNDÁRIA - MAIS ESPECÍFICO
O texto. Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Suspendisse interdum varius rhoncus. In aliquet dignissim justo, eu pulvinar ante vulputate sit amet. Fusce urna tortor, dapibus in convallis nec, fermentum id tortor. Suspendisse id erat massa. Ut ac odio diam. Vivamus pretium nisi in purus volutpat fringilla vitae ut ipsum. Suspendisse viverra aliquam sem, at molestie odio dictum vitae. Curabitur nec dapibus urna. Aliquam condimentum commodo magna et auctor. Phasellus dignissim dictum tellus non rhoncus. Nullam mattis ornare nunc, vitae vehicula lorem ultrices sit amet. (...)
1.2 SEGUNDO TÍTULO DA SEÇÃO SECUNDÁRIA SUBJACENTE AO TÍTULO 1
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(...)


8) Quando for necessário enumerar assuntos no texto e você não quiser dividir em subseções, deve-se dispor as informações em alíneasAlíneas são subdivisões no texto, designadas por a), b), c) ou tópicos. Exemplo:
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Nota-se que são subdivisões em menor escala que as seções do texto. Se você irá ou não utilizar alíneas, depende da estrutura do seu texto. Considerando que as alíneas constituem uma lista, o texto de cada item inicia com letra minúscula e termina em ponto-e-vírgula, exceto a última, que termina em ponto.

9) Se a estrutura do texto e exposição da ideia exigir, a alínea pode ser subdividida em subalíneas, as quais devem começar com um hífen (diferentemente da alínea principal, que inicia com letra ou ponto). Exemplo:

  • lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Quisque tempus viverra orci, quis consectetur turpis congue id. Pellentesque nec nibh laoreet nisi fermentum ullamcorper dapibus at ante. 
  • Suspendisse nunc ipsum, feugiat ac laoreet et, scelerisque sed nibh. Maecenas risus dui, gravida ut pellentesque id, pharetra quis metus. Sed id elementum velit. Nullam laoreet porttitor tincidunt;
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10) No momento que você utiliza indicativos de seção, é possível mencioná-los ao longo do texto retomando apenas no número do capítulo. Em outras palavras, se você estiver no capítulo nº 6 e quiser retomar uma ideia anterior, pode mencionar "conforme disposto na seção 2.2 ..." ou "ver seção 1.4".

Como podemos notar, a norma sobre numeração progressiva não trata somente da divisão do texto em capítulos, mas da disposição das ideias de forma mais clara, com atenção à estrutura do texto. ;)

Referência
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6024: Informação e documentação -Numeração progressiva das seções de um documento escrito. Rio de Janeiro, 2003.

Como citar este texto
PEREIRA, Vanessa Souza. Comentários sobre a NBR 6024 - Numeração Progressiva - Títulos e alíneas. Contornos Educação e Pesquisa, Porto Alegre, 2013. Disponível em: <http://www.contornospesquisa.org/2013/01/comentarios-sobre-nbr-6024-numeracao.html>. Acesso em: dia/mês/ano.


15 janeiro 2013

Manuais ABNT

Na tentativa de auxiliar os alunos na padronização dos trabalhos acadêmicos nas normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), diversas universidades criam manuais próprios com comentários sobre a utilização das normas. Já vi muitos pela internet, vários excelentes, porém nenhum é "definitivo". O ideal é conhecer manuais diferentes, pois mesmo a norma sendo única, as formas de interpretação e didática na explicação variam bastante.
Alguns manuais disponíveis na internet (lista em permanente atualização):

Se você tiver alguma sugestão de manual, envie-nos e vamos atualizando a lista. :)

14 novembro 2012

Como montar referências de filmes e vídeos

Filmes e vídeos também podem ser fontes de informação para trabalhos acadêmicos. Para a NBR 6023 (2002), filmes e vídeos constituem a categoria "Imagens em movimento", cujos elementos essenciais são: título, diretor, produtor, local, produtora, data e especificação do suporte.

Elementos essenciais da referência: título, indicação de responsabilidade (diretor, produtor), local, produtora, duração, ano e tipo de suporte.

Elementos complementares: outras indicações de responsabilidade (coordenação, intérpretes, roteiro, música), indicação de som (tipo de som), de cor e informações consideradas relevantes.



"Fórmula"

TÍTULO do Filme. Indicação de responsabilidade. Outras indicações de responsabilidade. Local: Produtora, ano. Duração em minutos, sistema de reprodução, indicação de som (legenda ou dublagem), indicação de cor, largura em milímetros.

Exemplo de referência de filme cinematográfico:

INVENÇÃO da Infância, A. Direção: Liliana Sulzbach. M. Schmiedt Produçõe.s Porto Alegre – RS, 2000. 26 min. Son, Color, Formato: 16 mm.

CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles. Produção: Martire de Clemont-Tonnere e Arthur Cohn. [S.l.]: Le Studio Canal, 1998. 1 bobina cinematográfica.

Também pode ser mais completa:

CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles Júnior. Produção: Martire de Clemont-Tonnere e Arthur Cohn. Intérpretes: Fernanda Montenegro; Marília Pera; Vinícius de Oliveira; Sônia Lira; Othon Bastos; Matheus Nachteergaele e outros. Roteiro: Marcos Berrnstein; João Emanuel Carneiro e Walter Salles Júnior. [S.l.]: Le Studio Canal; Riofilme; MACT Productions, 1998. 1 bobina cinematográfica (106min), son., color., 35mm.
Exemplo de referência de filme em DVD:

BLADE Runner. Direção: Ridley Scott. Produção: Michael Deeley. Intérpretes: Harrison Ford; Rutger Hauer; Sean Young; Edward Ward; James Olmos e outros. Roteiro: Hampton Fancher e David Peoples. Música: Vangelis. Los Angeles: Warner Brothers, c1991. 1 DVD (117MIN), Color. Produzido por Warner Video Home. 



Vídeos do You Tube


A ABNT ainda não fala nada sobre eles, mas podemos fazer algumas adaptações ao formato. A minha sugestão é esta:

TÍTULO do Filme. Indicação de responsabilidade. Outras indicações de responsabilidade. Local: Produtora, ano. Duração em minutos. Disponível em: endereço do site. Acesso em: nov. 2012.

Exemplo:
CRIANÇA a Alma do Negócio. Direção: Estela Renner. Produção: Marcos Nisti. Documentário, 49'05". Disponível em: endereço do site . Acesso em novembro de 2012.

Caso você não encontre maiores informações sobre o vídeo, procure explicar resumidamente do que se trata ou quem fala. Por exemplo:

CRIANÇAS Terceirizadas. Entrevista com José Martins Filho. 15'13". Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=w1CvvDWkd_0>. Acesso em novembro de 2012.

Fique à vontade para enviar a sua dúvida, sugestão ou correção. ;)

24 setembro 2012

Citações: para quê servem? Como utilizar e formatar referências no corpo do trabalho.


Dando continuidade à sequência de posts com o conteúdo do guia de normatização que construí junto com outro professor (clique aqui para ver o primeiro post da série), o texto de hoje se refere às formas de se fazer citações em trabalhos acadêmicos. ;)

1  CITAÇÕES

As citações serão bastante utilizadas na parte textual do trabalho (exceto nas conclusões). Elas servem para situar o leitor no contexto teórico do trabalho,  parafraseando ou transcrevendo literalmente o texto da referência. As citações servem também para esclarecimento, sustentação ou ilustração do assunto. É recomendado que a citação siga exatamente as características do original. As citações podem ser diretas ou indiretas.
Logo que você compreender a importância da utilização do referencial teórico no seu estudo, naturalmente buscará formas de inserir no seu trabalho as ideias dos autores nos quais você se baseia. Para demonstrar que tal autor está presente no seu estudo, provavelmente você precisará descrever suas teorias e apresentá-lo. É aí que as citações aparecem como uma ferramenta importante para a clareza e a credibilidade de trabalho científico.


1.1  Citações diretas

É a transcrição literal do texto ou de parte dele. Pode ser utilizada de duas formas: citação direta com até três linhas ou citação direta longa (com mais de três linhas). Há diversas formas de se indicar a autoria e de qual publicação de trata uma referência, contudo, utilizaremos o sistema autor-data (também recomendado pela ABNT).

06 agosto 2012

Como referenciar figuras e imagens

Quando utilizamos figuras, ilustrações, fotos ou qualquer tipo de imagem em trabalhos acadêmicos, devemos ter o cuidado de fornecer suas informações ao leitor. É indispensável numerar e descrever o item, além de mencionar a sua fonte. De acordo com a NBR 14724 (2011, p. 11),
Qualquer que seja o tipo de ilustração, sua identificação aparece na parte superior, precedida da palavra designativa (desenho, esquema, fluxograma, fotografia, gráfico, mapa, organograma, planta, quadro, retrato, figura, imagem, entre outros), seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, travessão e do respectivo título. Após a ilustração, na parte inferior, indicar a fonte consultada (elemento obrigatório, mesmo que seja produção do próprio autor), legenda, notas e outras informações necessárias à sua compreensão (se houver). A ilustração deve ser citada no texto e inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere.
Isso significa que devemos definir a designação do item como figura, ilustração, gráfico etc, numerar a sequência e colocar um título. A fonte deve ser sempre mencionada, inclusive quando a elaboração for do próprio autor. Veja um exemplo:

Figura 1 - "The next projected sound of '67" trazia o primeiro single lançado pelo Pink Floyd.
Fonte: Página do Pink Floyd no Facebook¹. 
Em nota de rodapé: 1 - Disponível em: <https://www.facebook.com/pinkfloyd> Acesso em ago. 2012.

A ABNT não refere se os títulos e as fontes devem ser em formatação diferente do texto, contudo, pensando na melhor visualização do leitor, indico que o título e a legenda fiquem em fonte tamanho 10 (menor que o corpo do texto), alinhados com a figura.

A realidade, porém, não é tão simples. Quase sempre acabamos esbarrando em dúvidas de detalhes na hora de referenciar as figuras. Por isso, fiz uma compilação de possibilidades e sugestões de solução (algumas com exemplos ilustrados):

a) Se a figura for de elaboração do autor do texto (você): 

Figura 3.1 - Fio condutor de eletricidade.
[FIGURA]
Fonte: Elaborada pelo autor.

Obs.: se o autor for do sexo feminino, é possível colocar "elaborado pela autora". É aconselhável, inclusive.

b) Se a figura tiver sido elaborada por outra pessoa e copiada de um livro, periódico ou artigo: 

Figura 7 - Vizinhos presentes no evento.
[FIGURA]
Fonte:  CASTRO, 2005, p. 7.

Obs.: A referência completa precisa ir em nota de rodapé ou na lista de referências no final do texto, certifique-se de que seja autorizada a reprodução da imagem.

c) Se a fonte for um site ou repositório digital: 

Figura 4 - O IFCH na década de 1960.
Fonte: Lume - Repositório Digital da UFRGS.


Em nota de rodapé: Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/9156/Rg1264.jpg?sequence=1;. Acesso em ago. 2012.

d) Se for um print screen de um aplicativo (mais comuns em publicações da área da informática): 

Figura 10 - Exemplo de planilha do LibreOffice Calc.
Fonte: print screen da aplicação no sistema operacional Windows 10.

e) Se for um print screen de uma tela de aplicativo com dados elaborados pelo autor (quando o foco são os dados e não o aplicativo em si): 

Figura 3 - Planilha cálculo trabalhista.
[FIGURA]
Fonte: elaborado pelo(a) autor(a).


Se esses exemplos não abarcaram as suas dúvidas, deixe um comentário e quem sabe encontramos as respostas possíveis.

Obs.: confira se a sua questão já não foi respondida em algum comentário anterior. ;)



Veja também:

24 maio 2012

Referências para documentos em meio virtual

Com a disseminação de documentos e estudos pela web, pesquisadores e estudantes têm suas fontes de pesquisa cada vez mais acessíveis através da internet. Contudo, na hora de montar as referências de um trabalho é muito comum surgir a dúvida: como fazer as referências de um material online? Veja como é fácil.

A estrutura da referência sempre obedecerá às normas gerais, porém no caso de o documento estar acessível na internet, deve-se acrescentar o dado "Disponível em: < ... >; Acesso em: mês. ano"

Só colocar o endereço não basta, não esqueça de mencionar sempre o nome do autor, do site e do artigo (se for o caso), caso contrário a referência fica incompleta. 

Observe os exemplos:

Obra no todo:
FRANÇA, Álvaro Sólon. Previdência Social e a Economia dos Municípios. 5ª ed. Brasília: ANFIP, 2004. Disponível em http://www.mpas.gov.br/arquivos/office/3_081014-104850-324.pdf;. Acesso em 13 jun. 2010.
Artigo de periódico com versão online:
GIOLO, Jaime. Educação à distância: tensões entre o público e o privado. Educação & Sociedade. vol. 31 n. 113 Campinas, 2010. p. 1271-1298. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302010000400012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt;. Acesso em: 05 abr. 2011.
Monografia, dissertação ou tese:
MOURA, Cinara M. Intersecções entre Gestão do Conhecimento, Relações Públicas e espaços virtuais de interação: a experiência da plataforma Fiat Mio. Trabalho de Conclusão do Curso de Relações Públicas. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, dez. 2010. Disponível em: http://www.slideshare.net/vaalw/interseces-entre-gesto-do-conhecimento-relaes-pblicas-e-espaos-virtuais-de-interao;. Acesso em: nov. 2010.

Site, blog ou portal no todo: 
AUTORIA. Título da página que aparece na barra superior. Disponível em <http://endereço>. Acesso em: data
PEREIRA, Vanessa Souza. Contornos - Educação e Pesquisa. Disponível em http://www.contornospesquisa.org;. Acesso em 06 abr. 2011.
Post ou artigo de blog ou site:
PEREIRA, Vanessa Souza. Conjunções: dicas de uso. In: Contornos - Educação e Pesquisa. Disponível em http://www.contornospesquisa.org/2010/10/conjuncoes.html. Acesso em 06 abr. 2011.


21 julho 2011

Formatação de tabelas e quadros

Quais as semelhanças e diferenças entre tabelas e quadros? Qual a utilidade de cada um? Como são formatados? Essas são dúvidas muito comuns e importantes, pois podem comprometer o trabalho.

As tabelas e quadros são elementos importantes em um trabalho pois ilustram os dados de uma forma melhor visualizável que o corpo do texto. Às vezes, relatar os dados ao longo do texto torna-se muito enfadonho e pouco entendível para o leitor, sendo mais adequado o uso de uma tabela ou um quadro para facilitar a leitura dos dados de sua pesquisa.

As tabelas são utilizadas quando os dados a serem demonstrados são numéricos/estatísticos, enquanto os quadros são predominantemente constituídos de dados em forma de texto.

Tanto as tabelas quanto os quadros possuem título e fonte. O título é a identificação do objeto e a fonte indica a referência de onde o elemento foi retirado (no caso de não ter sido elaborado pelo autor do trabalho).

O IBGE define que a formatação das tabelas deve seguir os seguintes parâmetros:

- Centralizada na página;
- Fonte tamanho 10pt (mínimo) a 12pt (máximo);
- Caso a tabela não caiba em uma só página, pode ser dividida, repetindo o cabeçalho;
- Título em negrito e centralizado, acima da tabela;
- Fonte abaixo da tabela, margem alinhada à esquerda (tamanho 10pt)
- Não utiliza-se bordas laterais, apenas acima e abaixo do cabeçalho e abaixo da última linha da tabela, conforme a figura abaixo:

 Fonte: IBGE

Já os quadros, seguem a mesma formatação das tabelas, porém com uma diferença: há bordas nas laterais. O tamanho e alinhamento da letra, além da posição do título e da fonte (referência) são os mesmos da tabela. ;)

Veja também: Indicações básicas sobre o uso de tabelas e gráficos

14 maio 2011

Estrutura geral de um TCC: elementos textuais, ordenamento e formatação - Um guia básico

Em abril deste ano construí junto com meu amigo Carlos Pagno, professor e orientador metodológico de um curso técnico, um guia para normatização dos trabalhos de conclusão do curso em questão. O guia tinha como objetivo facilitar a vida dos alunos na hora de formatar o trabalho final para conclusão do curso, aproximando-os das normas da ABNT. 

Como este material foi construído com a intenção de criar um padrão de formatação para os trabalhos daquele curso, as normas da ABNT não foram seguidas à risca, no entanto, o conteúdo é muito próximo. Para quem não conhece nada sobre como é a estrutura de um trabalho, como deve ser feita a formatação e precisa de uma luz, vale a pena conferir.

Publicarei os conteúdos em posts distintos, cada um referindo-se a um capítulo do guia. Hoje deixo pra vocês o capítulo sobre a estrutura geral de um trabalho de conclusão de curso, com especificações sobre os elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. ;)


1 ESTRUTURA GERAL DO TRABALHO


A estrutura de um trabalho acadêmico compreende: elementos pré-textuais, que antecedem o texto com informações que ajudam na identificação e utilização do trabalho; elementos textuais, que constituem a parte do trabalho em que é exposta a matéria e elementos pós-textuais, que complementam e fornecem as referências do trabalho.
Observe a estrutura no quadro a seguir:





2 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS


17 dezembro 2010

ABNT em linhas gerais - formatação básica

Começando pelos aspectos básicos da apresentação de um trabalho nas normas da ABNT, iniciarei hoje uma sequência de posts sobre as normas. Já abordei aqui sobre links de sites que contém as normas para trabalhos acadêmicos (aí não só da ABNT), entretanto, escreverei visando facilitar o entendimento ou simplesmente introduzir os que ainda não possuem conhecimento sobre a norma a respeito de seus elementos fundamentais. :)


Formato

- Folha de papel A4 (21cm x 29,7cm), com o texto digitado apenas no anverso (ou seja, a frente) das folhas. A ABNT não dispõe negativamente sobre o uso de papel reciclado;
- O texto impresso deve em cor preta, mas as ilustrações podem ser coloridas;

Margens

- Margens superior e da esquerda : 3cm
- Margens inferior e da direita : 2 cm
- Primeira linha de cada parágrafos (recuo) : 1,25 cm

Fontes do texto

- A fonte de qualquer tipo (contando com o bom senso do autor, é claro), Times, Arial, Helvetica, Georgia ou outras;
- Quanto ao tamanho: 12 para o texto e 11 ou 10 para as citações diretas de mais de três linhas (as que possuem recuo de 4 cm); 
- Para notas de rodapé, paginação, legendas das ilustrações e similares, usa-se o tamanho 10.

Espaçamento

- O texto é digitado em espaço 1,5;
- Em espaço simples: resumo, citações diretas longas (as que possuem o recuo de 4 cm), notas de rodapé, referências, legendas e ficha catalográfica.
- As referências são separadas entre si por dois espaços simples.

Títulos

- Os títulos de capítulos (ou seja, as entradas primárias) iniciam em uma nova página, junto à margem superior, à esquerda.
- Os títulos não numerados (sumário, lista de figuras/tabelas, agradecimentos, resumo, referências, anexos, apêndices etc) são centralizados.
- Os títulos dos capítulos numerados, itens e sub-itens são apresentados junto à margem esquerda e livres de qualquer sinal gráfico (ponto, traço, etc.).
- Os títulos são destacados gradativamente, usando-se os recursos de negrito, itálico, caixa alta etc;
- Segundo NBR 6024 – ago. 2003, deve-se limitar a numeração progressiva (sub divisão de seções) até a seção quinária, ou seja, até cinco subseções.

Exemplos de apresentação de título:

1 SEÇÃO PRIMÁRIA - TODO EM NEGRITO E LETRAS MAIÚSCULAS
1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA - MAIÚSCULAS SIMPLES
1.1.1 Seção Terciária - Todo em negrito caixa baixa
1.1.1 Seção  Quaternária  - Em negrito e itálico
1.1.1.1  Seção Quinária  - Todo em itálico


Paginação

- Todas as folhas do trabalho, a partir da folha de rosto, devem ser contadas sequencialmente, mas nem todas são numeradas;
- A numeração é colocada apenas a partir da primeira folha textual (ou seja, o texto do trabalho propriamente dito ou a "introdução") em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha, a 2 cm da borda superior;
- No caso de trabalho com mais de um volume, como também  no caso de apêndices e anexos, deve ser mantida a mesma numeração.

Veja também: Estrutura geral de um TCC: elementos textuais, ordenamento e formatação - Um guia básico

02 dezembro 2010

Epígrafe - o que é, como utilizar

A epígrafe é uma citação à escolha do autor, geralmente um trecho de uma obra literária, poesia ou até letra de música, que é inserida após os agradecimentos, é um elemento pré-textual (ou seja, antes do texto propriamente dito), enriquecendo (estética e/ou poeticamente) o trabalho. É opcional, situada em uma página própria, entre os agradecimentos e o resumo do trabalho.

Segundo a NBR 14724 (2011), epígrafe é um "texto em que o autor apresenta uma citação, seguida de indicação de autoria, relacionada com a matéria tratada no corpo do trabalho" (p. 2)


Fonte: http://www.uninove.br/PDFs/Biblioteca/Epigrafe.pdf

Como utilizar


A epígrafe pode estar situada tanto em uma página separada no início do trabalho quanto nas páginas de abertura das seções primárias (ou seja dos capítulos principais).


- Quando utilizada no início do trabalho, a epígrafe deve estar com a mesma fonte do texto, tamanho 10 e  aproximadamente 6 cm de recuo à esquerda, junto à margem inferior da folha, alinhada à direita, logo após os agradecimentos;
- A autoria deve constar logo abaixo da citação (não é necessário incluir a referência, só o autor já é suficiente);
- A epígrafe pode ser utilizada também logo no início de cada capítulo e em artigos, com recuo de aproximadamente 6 cm, alinhada à direita e com 2 cm de espaço do primeiro parágrafo.

Alguns exemplos:

epigrafe

epigrafe