Contornos - Educação e Pesquisa: a autora
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26 janeiro 2024

Ano novo, novos textos

De uns anos para cá, a continuidade deste espaço passou a ser um desafio, pois ao mesmo tempo em que tenho aprendido muito e tenho várias questões para expor e comentar, há pouco tempo em meio às rotinas da atuação direta na educação básica. No entanto, com a explosão de conteúdos em imagens e vídeos (esses cada vez mais curtos e acelerados), fiquei motivada a produzir TEXTOS.

Assim, preparei uma série de ensaios sobre cursos, leituras e práticas que realizei nos últimos anos, buscando contribuir com um conteúdo acessível em texto para estudantes, professores e pesquisadores. Que seja um ano de muito aprendizado com tranquilidade e leveza para todos nós.

Abs,

Vanessa

23 setembro 2020

10 anos de Contornos



O site Contornos está completando 10 anos em 2020. O espaço tem o objetivo de compartilhar textos e materiais didáticos que produzi ou utilizo como referência em minha vida de estudante/pesquisadora/professora.

Nesta última década, os leitores acompanharam meu amadurecimento acadêmico desde a graduação, passando por especialização e mestrado, até trabalhos como professora de diferentes disciplinas nas Ciências Humanas.

Atualmente tenho feito o que eu mais queria quando iniciei este projeto, que é trabalhar na educação pública. Contudo, como o trabalho tem tomado a maior parte da vida, não está sendo possível produzir novos conteúdos relevantes, como vocês podem perceber pela ausência de postagens.

Há muitas ideias e outros pesquisadores/as que podem contribuir para que este espaço continue vivo com conteúdos atuais. Dessa forma, a partir de agora, serão publicados também textos de pesquisadores/as convidados/as para compartilhar ensaios sobre as temáticas de educação e pesquisa.


Obrigada por acompanhar e confiar nos conteúdos aqui disponibilizados!


Se você tem alguma sugestão, pergunta, ideia ou proposta para este espaço, entre em contato: contornospesquisa@gmail.com ou aqui pelos comentários.


Abraços,
Vanessa Souza Pereira

22 fevereiro 2015

Como conseguir estudar?

Estudar e produzir não é fácil pra ninguém. É claro que tem aqueles com mais facilidade, mas são exceções. É comum ficar adiando o início desse tipo de tarefa e ficar frustrado se não conseguir se aprofundar no tema. Por isso, acabamos deixando essas coisas para a última hora e sofrendo com o prazo perto do fim. No entanto, essa parece ser a única forma de conseguir fazer algo: o pavor dos últimos dias.

Há diversas teorias sobre esse fenômeno que é psicológico e também social. Recomendo duas leituras a respeito: "Uma longa noite aprendendo" e "A ciência por trás da mania de adiar o que precisa ser feito".

Mesmo após essas leituras, é preciso que cada um descubra a sua forma de funcionar. As indicações podem não servir para todos. Por isso, é bom ler e tentar entender como, em geral, isso se dá no cérebro. E a partir daí ver o que pode ser feito na sua rotina e no seu modo de levar a vida que o ajude a se concentrar e estudar melhor.

Pessoalmente, o que mais tem funcionado para mim é a “técnica pomodoro”. Trata-se de delimitar um período de tempo (em geral utilizo 35min) para estudo sem qualquer distração. Durante esse tempo, leio, faço marcações e reescrevo com as minhas palavras trechos do texto que considero importantes. Se alguma passagem é muitíssimo relevante, copio-a por inteiro, com a anotação da página (importante para citar depois, quando for escrever o meu texto). [Sobre esse assunto, veja: Citações literais - uma versão sobre o uso

Para escrever, utilizo a mesma técnica, porém aí já tenho meio caminho andado, uma vez que nas anotações de cada livro/artigo sempre que possível já fui associando as ideias com o texto que pretendia escrever mais adiante. Depois do tempo estabelecido sem distrações, é importante dar-se uma recompensa. Comer/beber algo, ver um vídeo, brincar com o animal de estimação, esfriar a cabeça. Isso é essencial, pois assim damos um reforço positivo para o cérebro, ou seja, ele passa a entender que estudar é bom.

Ultimamente tenho utilizado menos o Facebook e desencorajado meus alunos a utilizá-lo, ainda mais os que estão com planos de prestar vestibular. Se contássemos quantas horas por dia passamos conectados a essa rede social, nos impressionaríamos. Com 2 horas de dedicação, por dia, daria pra aprender um idioma, por exemplo. Porém, passamos esse tempo ou mais em redes sociais (às vezes fazendo coisas úteis, mas, muitas vezes, não). Assim, tenho utilizado mais o Twitter, por ser uma rede social na qual dá para se atualizar rapidamente com o conteúdo.

Seria interessante conhecer que métodos de estudos vocês, leitores/as, tentam desenvolver. Se tiver alguma sugestão, escreva para alguém poder tentar também. ;)


*Esta e outras postagens são dinâmicas, de tempos em tempos são revisadas e atualizadas por novas experiências e também com o auxílio de leitores. ;)


Como citar este texto
PEREIRA, Vanessa Souza. Como conseguir estudar? Contornos Educação e Pesquisa, Porto Alegre, 2015. Disponível em: <http://www.contornospesquisa.org/2015/02/como-conseguir-estudar.html>. Acesso em: dia/mês/ano.


16 janeiro 2014

Bullying na escola

Apresentação para formação com professores de uma escola de ensino fundamental da região metropolitana de Porto Alegre-RS.

15 novembro 2013

FRASER, Nancy. Da redistribuição ao reconhecimento. Dilemas da justiça na era pós-socialista.

Nancy Fraser, nascida nos Estados Unidos em 1947, é uma importante pensadora sobre as concepções de justiça social. A apresentação a seguir trata de um texto da autora publicado em 2001 em um livro organizado pelo sociólogo Jessé Souza. O texto trata das dimensões socioeconômica e cultural da injustiça, buscando alternativas para o dilema redistribuição-reconhecimento.



O texto foi apresentado na disciplina de Sociologia das Políticas Educacionais: fundamentos teóricos da ação pública, junto ao PPGEdu da UFRGS em 14 de novembro de 2013.


06 fevereiro 2013

Patas dadas - apoiamos a causa!

O projeto Patas Dadas é composto por voluntários que protegem, tratam e encaminham cães e gatos abandonados para adoção. A maioria dos animais fica abrigado no campus do Vale, na UFRGS, porém há também animais internados ou em casa de passagem. 
Como o projeto mantém-se exclusivamente de doações e venda de produtos com a marca Patas Dadas, apoiamos a confecção de uma leva de camisetas do projeto. Qualquer pessoa pode ajudar, não só como voluntário, mas também adotando, apadrinhando, comprando os produtos ou compartilhando. 



Tamanhos: Baby Look e Camiseta

Preços:
Logotipo Patas Dadas - R$25,00
Keep Calm - R$25,00
Palavras - R$30,00

Onde comprar:
Eventos: Feiras de Adoção, Sarau Culturau, Brechós Patas Dadas;
Diretamente com algum voluntário: dinheiro no ato;
Correios: através de depósito bancário, frete por conta do comprador.

contato@patasdadas.com.br

Toda a renda arrecadada é revertida em prol dos animais do projeto.

22 setembro 2012

A emergência de novidades metodológicas no campo virtual: uma análise de estudos no ciberespaço

Enquanto aguardo que o trabalho seja publicado no Lume, disponibilizo aqui o meu trabalho de conclusão de curso em Ciências Sociais, cujo tema são as novidades metodológicas em estudos das Ciências Sociais que têm a internet como campo de pesquisa.

Resumo

A proposta deste trabalho é analisar a emergência de novidades metodológicas na abordagem do campo virtual em uma amostra de estudos das ciências sociais que tiveram os ambientes virtuais como campo de pesquisa. O objetivo é conhecer as estrategias metodológicas desenvolvidas na pesquisa e observar o surgimento de novos conceitos. Para tanto, procurou-se tratar sobre a construção do conhecimento científico e a metodologia de pesquisa no contexto da sociedade da informação, focando as influências da internet na metodologia de pesquisa social. O ciberespaço, como uma dimensão da realidade social, tem sido objeto e campo de um número crescente de pesquisas na área de ciências sociais. Muitos desses estudos, em sua fase empírica, esbarraram nas diferenças que o ambiente virtual apresenta. Na análise, identifica-se essencialmente dois caminhos: os que empregam a mesma metodologia dos ambientes não-virtuais e os que, diante das  peculiaridades do ambiente virtual, adaptam, criam ou recriam os métodos e técnicas de pesquisa. Não só a pesquisa empírica passa por transformações, como a abordagem teórica também sofre com a definição dos termos, uma vez que as transformações nas denominações estão associadas também com a dinâmica da tecnologia material. De forma geral, a análise apresenta que os estudos têm observado diferentes aspectos possíveis da pesquisa na internet, trazendo tanto novidades metodológicas quanto metodologias típicas de espaços não-virtuais. O ciberespaço como campo traz novas questões ao pesquisador social na construção de sua metodologia de pesquisa, como a possibilidade de acesso a dados primários, a presença e o anonimato do observador, além da própria visão do autor sobre o que é o ciberespaço e a internet.

Palavras-chave: metodologia de pesquisa, ciberespaço, internet, pesquisa social em ambientes virtuais.

Clique para visualizar no Slideshare ou fazer download.






09 dezembro 2011

Como construí meu problema de pesquisa de TCC

Estou pensando nessa postagem há muito tempo, mas não é fácil começar. Há mais ou menos 6 meses, comecei a pensar a sério no TCC. Até dizer "esse tema vale a pena"... tem que ter pensado (e de preferência lido) bastante. Eu pensei muito mais do que li, mas, mesmo assim, acho que encontrei.

A primeira coisa que eu pensei foi como a pesquisa seria "operacionalmente", ou seja, qual seriam os procedimentos metodológicos que eu utilizaria. Eu gosto muito de trabalhar com dados em tabelas, interpretar números, fazer gráficos... Aí, indo adiante, pensei que tipo de problema eu poderia investigar com esse tipo de ferramenta. 

E qual é o problema? Bom, eu observei um fenômeno: vi que alguns pesquisadores estavam tendo dificuldades em pensar sobre a metodologia da sua pesquisa cujo campo seria em alguma rede social na internet. Mais concretamente: se um monografando da Comunicação, por exemplo, quer pesquisar sobre as representações sociais do grupo tal no Facebook, como ele faria para coletar, organizar e analisar os dados desse estudo? (supondo que não seja uma pesquisa bibliográfica pura) 

Essa dificuldade que observei era relacionada ao referencial para essas técnicas. Será que as metodologias de pesquisa social na internet são as mesmas do "mundo real"? (=parte do problema) Provavelmente não, porque as características dessas duas dimensões são diferentes. (=parte da hipótese) Mas, como nominar essas duas "dimensões"? (=parte da fundamentação teórica + conceitos) 

Então, eu quero verificar empiricamente quais são as metodologias que os pesquisadores das Ciências Sociais e da Comunicação estão utilizando pra estudar um objeto na internet. Só daí já saem várias questões. O que eu considero como metodologia? (fundamentação teórica) Quem são esses pesquisadores? De que nível? (universo empírico - quantos/quais elementos) Eu vou ter que escolher um objeto único para esse universo de pesquisadores e pesquisa, pois eu não posso abordar todos os tipos de objetos - seria uma discussão imensa para um TCC. Então eu escolhi "interação em redes sociais" - que é um dos temas que mais me interessam na Sociologia.

Nesse ponto, eu tinha parte do problema, do objeto do problema e até uma hipótese. Foi então que comecei a ler algumas pesquisas em redes sociais e notei que grande parte delas problematizava e levantava questões - longe de ter uma resposta - sobre como fazer pesquisa em ambientes virtuais. Outra grande parcela questionava até a nomenclatura para designar essa face da realidade: ciberespaço, espaço virtual, web, web 2.0...? Eu também quero fazer essa discussão, trazendo vários outros autores e o que eu observar na minha pesquisa empírica.

O recorte da pesquisa empírica que eu penso ser o melhor para abordar isso, no momento, são teses e dissertações de universidades brasileiras (recorte na origem dos dados) defendidas de 2005 a 2010 (recorte no tempo) disponíveis no Banco de Teses da CAPES (fonte dos dados). No entanto, trabalhar com todas as teses e dissertações seria algo impraticável. Então eu recortei mais a amostra, delimitando nas áreas de Ciências Sociais e Ciências da Comunicação e, dentro destas, só os trabalhos dos programas de pós-graduação melhor avaliados pela CAPES (ou seja, com nota 5 ou mais na avaliação da época).

O que eu fiz, por enquanto, além de um pouco da fundamentação teórica, foi uma pesquisa exploratória, para ver se o meu problema e a minha abordagem empírica sobre ele faziam sentido na prática. Felizmente deu certo, mas já foi muita informação, deixo pra explicar em outro dia. :)