Assuntos
07 junho 2013
A Sociologia no Pré-Vestibular: o caso da ONGEP
03 junho 2013
Citações literais - uma versão sobre o uso
Há muito tempo atrás, li um artigo que fazia uma caricatura dos tipos de revisões bibliográficas em teses e dissertações. Mexendo nos meus textos guardados, o encontrei de novo. Quando fiz o TCC e tive que fazer uma dessas, deu pra compreender bem melhor. À propósito, reler um texto é uma coisa ótima de se fazer a qualquer momento, até pra ver como as perspectivas se renovam.Citações literais devem ser usadas com cautela, uma vez que, por serem extraídas de outro contexto conceitual, raramente se adequam perfeitamente ao fluxo de exposição, além de, através dessa extração, correr-se o risco de desvirtuar o pensamento do autor. É imperioso respeitar a "ecologia conceitual", indicando a que tipo de situação, preocupações e condições a afirmação se refere. Consideramos que citações literais se justificam por três situações básicas:(a) quando o autor citado foi tão feliz e acurado em sua formulação da questão que qualquer tentativa de parafraseá-la seria empobrecedora;(b) quando sua posição em relação ao tema é, além de relevante, tão idiossincrática, tão original, que o pesquisador julga conveniente expressá-la nas palavras do próprio autor, para afastar a dúvida de que a paráfrase pudesse ter traído o pensamento do autor e(c) quando, no que se refere a autores cujas ideias tiveram considerável impacto em uma dada área, se quer demonstrar que a ambiguidade de suas formulações ou ainda a inconsistência entre definições dos mesmos conceitos, quando se considera a totalidade de sua obra, foram responsáveis pela diversidade de interpretações dadas a essas afirmações (o conceito de narcisismo em Freud e o conceito de paradigma em Kuhn são exemplos desse tipo de ambiguidade) (ALVES-MAZZOTTI, 2006, p. 38)
14 abril 2013
Linha do tempo - Sociólogos clássicos
Por questões curriculares, tive que trabalhar com meus alunos as contribuições de autores clássicos para a Sociologia. Estudando para o assunto, pensei em organizar uma "linha do tempo" de pensadores da Sociologia, procurando localizá-los visualmente quanto à época e país de atividade.
*Este gráfico teve diversas atualizações ao longo dos últimos anos, verifique ao final qual versão está disponível no momento.*
A linha do tempo é um recurso didático que demanda escolhas, por isso, ela nunca será "completa". O critério para composição da lista foi de autores citados em planos de ensino de disciplinas do curso de Ciências Sociais, porém, ainda assim, há muitas lacunas e autores/as que ficaram de fora. É notória a ausência de mulheres, a respeito da discussão sobre as mulheres nos marcos de memória da fundação da Sociologia, veja este artigo: A mãe fundadora negligenciada - sociologia e androcentrismo.
Veja também: Órbitas sincrônicas: sociólogos e intelectuais negros em São Paulo, anos 1950-1970
Quando se estuda Sociologia fora do curso de Ciências Sociais, é comum serem apresentados apenas autores clássicos (geralmente Marx, Durkheim e Weber). No entanto, a Sociologia se desenvolveu e se diversificou muito no século XX, processo que segue atualmente com autores de diversas partes do mundo, ainda com o desenvolvimento e maior visibilidade de linhas de pensamento criadas a partir de países fora do centro europeu e norte-americano de produção intelectual.
Você também pode visualizar a linha do tempo em planilha compartilhada:
https://docs.google.com/spreadsheets/d/1AnLhPy3R1TN691jiUaYd0mKs9r_qXEg8aqwV7eoRCfA/edit?usp=sharing
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(2) nascido na França e radicado na Itália
(3) nascido na Hungria e radicado na Alemanha
(4) nascido no Canadá e radicado nos EUA
(5) nascido na Áustria e radicado nos EUA
Transcrição da lista de autores:
Augusto Comte (1798 - 1857)
Harriet Martineau (1802-1876)
Karl Marx (1818 - 1883)
Friedrich Engels (1820-1895)
Herbert Spencer (1820 - 1903)
Vilfredo Pareto (1848 - 1923)
Émile Durkheim (1858 - 1917)
George Simmel (1858 - 1918)
Max Weber (1864 -1920)
Marcel Mauss (1872 - 1950)
Walter Benjamin (1892-1940)
Karl Mannheim (1893 - 1947)
Max Horkheimer (1895 - 1973)
Norbert Elias (1897 - 1990)
Roger Bastide (1898-1974)
Gilberto Freyre (1900-1987)
Talcott Parsons (1902-1979)
Theodor Adorno (1903-1969)
Alberto Guerreiro Ramos (1915-1982)
Wright Mills (1916-1962)
Florestan Fernandes (1920-1995)
Edgar Morin (1921)
Erving Goffman (1922-1982)
Darcy Ribeiro (1922-1997)
Zygmunt Bauman (1925-2017)
Michel Foucault (1926-1984)
Jürgen Habermas (1929)
Peter L. Berger (1929-2017)
Pierre Bourdieu (1930 - 2000)
Herbert José de Sousa (1935-1997)
Anthony Giddens (1938)
José de Souza Martins (1938)
Domenico De Masi (1938-2023)
José Murilo de Carvalho (1939-2023)
Boaventura de Sousa Santos (1940)
Pedro Demo (1941)
Manuel Castells (1942)
Bruno Latour (1947-2022)
Pierre Lévy (1956)
Como citar este texto
PEREIRA, Vanessa Souza. Linha do tempo - Sociólogos clássicos. Contornos Educação e Pesquisa, s. l., 2024. Disponível em: <http://www.contornospesquisa.org/2013/04/linha-do-tempo-sociologos.html>. Acesso em: dia/mês/ano.
12 fevereiro 2013
Planilha para hábitos
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